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Vamos - Democracia Solidária: novo partido de esquerda apresentado esta quarta-feira

Diogo Barreto 16 de setembro de 2026 às 13:06

Prometendo combater a "direita ultraliberal" e defender a democracia, o partido quer ainda trazer novas pessoas para a política.

É apresentado esta quarta-feira, 16 de setembro, um novo partido de esquerda. O Vamos – Democracia Solidária assume-se como uma “construção participada” de esquerda criada porque os seus fundadores entenderam que este campo partidário se distanciou das dificuldades das pessoas e famílias. 

Inês Gomes Lourenço/Cofina

"Temos uma situação estratosférica de aumento do custo de vida, em que as famílias não conseguem responder à questão da habitação, do caos que existe na saúde, e uma ameaça da segurança social e das reformas", analisou Paula Marques, membro da comissão provisória do novo partido, em declarações à . E, no entender de uma das fundadores do Vamos, a esquerda não está a atacar essa realidade e isso traduz-se em resultados eleitorais mais fracos. 

Os aumentos dos preços dos combustíveis e do cabaz alimentar, aliados aos salários baixos, também fazem parte da lista de preocupações às quais o movimento político quer responder, assegura Paula Marques. 

Em comunicado emitido pelo Vamos e citado pelo , o partido refere que se tem verificado um "falhanço das respostas políticas aos anseios dos cidadãos nas áreas mais básicas do seu quotidiano – habitação, saúde, educação e o asfixiante aumento do custo de vida”.

O partido é oficialmente apresentado esta quarta-feira em Lisboa.

Programa 

No , podem ser encontrados os princípios orientadores do partido: "Queremos colocar a economia ao serviço das pessoas, reforçar a participação democrática e responder aos grandes desafios sociais, culturais, ambientais e democráticos do nosso tempo", lê-se.

O partido diz ainda ser "contra uma direita ultraliberal que quer entregar os bens comuns ao mercado e enfraquecer os serviços públicos de que todos dependemos e que devem ser o garante de equidade e justiça social".

"Somos a nova força política de quem acredita que a democracia não se esgota no dia das eleições, que a riqueza criada no país deve beneficiar todos e que com uma estratégia de desenvolvimento e solidariedade, assente no respeito pelos limites planetários e pelos direitos humanos, conseguiremos construir um futuro digno."

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