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Obras de Picasso e Miró descobertas em Penalva do Castelo: iam ser vendidas por um mordomo

Luana Augusto 24 de abril de 2026 às 18:49

PJ descobriu um total de 278 obras numa vivenda em Penalva do Castelo, que pertenciam a um homem que morreu em 2024 e que iam ser agora vendidas pelo mordomo. Autoridades acreditam que sejam autênticas e estudam possibilidade do material ser fruto de trabalhos de organizações criminosas.

A Polícia Judiciária descobriu 278 obras de arte pertencentes a artistas como Picasso, Miró, David Hockney, Albrecht Downey, Pierre Bonnard e Juan Downey numa vivenda em Penalva do Castelo. As obras pertenciam a um norte-americano octogenário, que não era conhecido no mundo do colecionismo, e que havia morrido em 2024. O alerta só soou agora, quando o mordomo, na casa dos 70 anos, se preparava para vender algumas destas peças. O alerta foi dado pela Museus e Monumentos de Portugal, depois de ter tido conhecimento da tentativa de venda das obras de arte.

Obras de Picasso encontradas em Penalva do Castelo Polícia Judiciária

"Trata-se de pinturas, litografias, serigrafias, esculturas e objetos de origem arqueológica, entre outros bens culturais", detalhou a polícia em . "Algumas aparentam ser produções artísticas e arquitetónicas realizadas no período 'antes de Cristo', abrangendo a pré-história e a antiguidade."

Alguma das esculturas datavam do século I a.C, indo até ao século XVIII e os os artefactos arqueológicos do período neolítico e greco-romano e de origens como Pérsia, Médio Oriente, América Central e Sul, África, China e Síria.

As autoridades descobriram na mesma residência documentação suspeita: a Polícia Judiciária acredita que o "colecionador" que morreu poderá ter ficado com todo este material por trabalhar para organizações criminosas internacionais e dedicar-se ao branqueamento de capitais. O cenário está, no entanto, ainda a ser estudado.

Ainda assim, os investigadores acreditam que o mordomo não terá conseguido vender nenhuma peça de arte. Apesar disso, foi constituído arguido, embora mantido em liberdade. Segundo o jornal , está indiciado pelos crimes de abuso de confiança e branqueamento de capitais. 

Acredita-se que as obras sejam originais e não meras cópias, contudo, os peritos do Museu Nacional Machado de Castro, em Coimbra, que auxiliaram as autoridades no caso, não conseguiram chegar a uma conclusão sobre a autenticidade deste material.

Caso não existam herdeiros e as obras não tenham um proprietário legítimo, estas poderão vir a reverter para o Estado português.

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