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Direito de Resposta de Pedro Almeida Vieira

26 de janeiro de 2026 às 19:31

A SÁBADO recebeu o seguinte direito de resposta em relação ao artigo "Miguel Milhão investe 264 mil euros num novo jornal".

Ao abrigo dos artigos 24.º e seguintes da Lei de Imprensa (Lei n.º 2/99, de 13 de Janeiro, na redacção vigente), requer-se a publicação do seguinte texto com um total de 300 palavras em resposta ao artigo “l”, da autoria de Diogo Barreto, devendo ser feita também a hiperligação à notícia original:
A notícia da SÁBADO sobre o nascimento do ContraProva contém uma formulação que, assente em factos parciais, constrói uma narrativa interpretativa para induzir o leitor. Ao recordar que, em Junho de 2025, a SÁBADO escreveu que Miguel Milhão estaria a “tentar construir uma plataforma de intervenção cívica e política” e ao associar essa caracterização à possibilidade de aquisição de um OCS, o artigo mistura planos, sugerindo uma intencionalidade política. O ContraProva é um jornal com direcção editorial própria, método público e critérios explícitos de análise jornalística com a missão de escrutinar a imprensa com base em factos objectivos e dados verificáveis. A notícia aproveita para abordar o PÁGINA UM referindo ser habitual noticiar “alegadas falhas” em outros títulos, embora a Sábado tenha obrigação de saber – até porque algumas referem-se a títulos da Medialivre – que geralmente se baseiam em documentos, muitas vezes deliberações da ERC. A utilização do termo “alegadas” não é neutra: introduz uma dúvida maliciosa.
Por outro lado, Marco Galinha, empresário do sector dos media, é editorialmente pertinente no contexto do PÁGINA UM, que investiga negócios dos media e relação com o jornalismo. Já a observação de que “não há artigos” sobre Miguel Milhão, é factualmente errado: em Julho de 2025 publicámos um artigo de opinião bastante crítico às suas posições públicas (não empresariais). E a Sábado ignora um princípio da prática jornalística: escreve-se por relevância factual e sectorial, não por simetria pessoal. Por fim, a associação entre financiamento e orientação editorial é contrariada pelos próprios factos: o investimento no ContraProva está declarado, contratualizado e não confere qualquer poder de interferência editorial. Foi divulgado voluntariamente. Ao contrário do acordo parassocial da Medialivre, dona da Sábado, nunca divulgado. O ContraProva nasceu, precisamente, para analisar este tipo de construções narrativas. A notícia da SÁBADO acaba por justificar a sua própria existência. Pedro Almeida Vieira director do PÁGINA UM e publisher do ContraProva Artigo original:  
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