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Cotrim Figueiredo acredita que numa eventual segunda volta terá apoio de Mendes

Lusa 16 de janeiro de 2026 às 21:07

"É um direito legítimo do PSD não o fazer, mas parece-me um pouco demissionista em relação ao futuro da política", afirmou.

O candidato presidencial Cotrim Figueiredo disse hoje que acredita que se passar a uma eventual segunda volta Marques Mendes acabará por recomendar o voto na sua candidatura.
Cotrim rejeita apoio a Ventura e aborda caso de assédio ESTELA SILVA/LUSA
"Eu creio que o próprio candidato Marques Mendes tem a responsabilidade e a experiência suficiente para acabar por vir recomendar o voto na minha candidatura indo eu à segunda volta", considerou o também eurodeputado, no final de uma visita à empresa Trimalhas em Guimarães, no distrito de Braga. Naquele que é o último dia de campanha, e confrontado com uma notícia do Expresso que avança que o PSD não deverá declarar apoio numa segunda volta sem Mendes, Cotrim Figueiredo, apoiado pela Iniciativa Liberal (IL), assumiu ter a expectativa de que Mendes, candidato apoiado pelo PSD e CDS-PP, o apoiará. "É um direito legítimo do PSD não o fazer, mas parece-me um pouco demissionista em relação ao futuro da política", afirmou. Tal como tem repetido várias vezes, o antigo líder da IL apelou ao voto na sua candidatura para evitar ter António José Seguro e André Ventura numa eventual segunda volta. "Muitos não quererão ter uma escolha entre António José Seguro e André Ventura", insistiu. Cotrim Figueiredo referiu que os candidatos Marques Mendes e Gouveia e Melo já perceberam que não têm hipóteses de ir a uma eventual segunda volta e isso nota-se na dinâmica das suas campanhas e nos seus esclarecimentos. Apesar das polémicas que assombraram a sua candidatura, nomeadamente uma denúncia de assédio sexual e a dúvida sobre um eventual apoio a André Ventura, o candidato presidencial continua confiante de que vai merecer a confiança dos portugueses e vai disputar a segunda volta. Aliás, a expectativa é tal que o candidato revelou que já sabe o que vai fazer na campanha da segunda volta, tendo tudo idealizado. "Se começasse a pensar nisso só no fim de semana provavelmente não sairia tão bem, portanto, já começámos. O pior que pode acontecer é não utilizarmos", concluiu. As eleições presidenciais estão marcadas para domingo. Concorrem às presidenciais 11 candidatos, um número recorde. Caso nenhum deles consiga mais de metade dos votos validamente expressos, realizar-se-á uma segunda volta em 08 de fevereiro entre os dois mais votados.
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