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Chega não exclui moção de censura ao Governo. "Só falta ver o ministro a passar droga na rua"

Luana Augusto 31 de agosto de 2026 às 17:09

André Ventura considera que a polémica em torno de Luís Neves está longe de ser uma situação "normal". Apesar disso, o líder do Chega diz que aguardará pelos esclarecimentos do ministro, embora admita ser "difícil" obter respostas para todas as questões.

O presidente do Chega falou esta segunda-feira, depois de o ministro da Administração Interna, Luís Neves, ter revelado que vai em que está envolvido amanhã. Aos jornalistas, André Ventura, que tinha prometido avançar com uma na terça-feira, revelou que o partido ainda vai ponderar esta decisão, mas que tudo depende das declarações de Luís Neves.

André Ventura PAULO NOVAIS/LUSA

"Vejo difícil que haja uma resposta capaz a isto", admitiu. "Há um atrelado que vai parar a um construtor. Agora, desaparecem armas da PJ, que é o sítio mais seguro do País, que vão parar ao tráfico de droga. Para finalizar, Luís Neves anda com carro de um traficante de droga", recorda.

Para Ventura, "quem anda como um gato e mia como um gato, é um gato". Questiona, por isso: "O que falta? Ver o ministro a passar droga na rua?"

O partido diz querer "respostas", mas não semelhantes às que Luís Neves deu no passado isto porque, na opinião de Ventura, o ministro disse o que quis e quando quis. "Não é assim que a democracia funciona", reiterou.

André Ventura, questionou ainda o facto de o Ministério Público não ter ainda atuado sobre o assunto. "Eu só estranho o silêncio do Ministério Público neste caso. Por que sobre Luís Neves não há inquérito nenhum? Teve ser a Procuradoria Europeia a vir falar de um inquérito."

E rematou: "Eu pergunto-me se sou o único a achar que sito não é normal."

Recorde-se que a polémica estalou quando foi revelado que a empresa Construbarcelos, que recebeu várias adjudicações de obras da PJ, também foi contratada para realizar obras numa propriedade de Luís Neves, em Odemira. Isto levantou dúvidas sobre eventuais conflitos de interesses. A esta somaram-se outras controvérsias, nomeadamente, o facto de o ministro conduzir um Volkswagen Golf que tinha sido apreendido pela PJ ao traficante de droga conhecido como "Xuxas".

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