Afirmando que "o país é muito melhor do que esse comentário vazio", a candidata acrescentou, por outro lado, que "ainda nenhum voto foi contado".
Catarina Martins prometeu esta sexta-feira que, se for eleita, será a Presidente da República que fará justiça aos trabalhadores "que todos os dias constroem Portugal", apelando ao voto "de quem sabe que a democracia é forte" quando há unidade.
Catarina Martins promete justiça aos trabalhadoresESTELA SILVA/LUSA
Durante o jantar de encerramento da campanha presidencial, na Associação de Moradores da Bouça, no Porto, onde juntou cerca de uma centena de apoiantes, Catarina Martins fez um último apelo ao voto antes do dia de reflexão.
"Apelo a quem sabe que a democracia é forte quando estamos juntos, quando nos olhamos nos olhos, quando não inventamos falsas divisões e, pelo contrário, criamos soluções para o país", afirmou a candidata apoiada pelo BE.
Prometendo que, se for eleita, fará "justiça a estes trabalhadores que são incansáveis e todos os dias constroem Portugal", Catarina Martins defendeu que um voto na sua candidatura é um voto nesses trabalhadores, mas em quem sabe "que o cuidado é o que faz a democracia, que a igualdade nos aproxima".
Justificando esse apelo, a candidata recordou as últimas semanas e a campanha desenvolvida para ouvir os problemas dos portugueses e discutir soluções, recordando encontros com as pessoas e associações, ou os debates promovidos.
"Quando vemos todos os dias, de uma forma avassaladora na comunicação social, discutir a sondagem, o telecinema, o comentário, a carta, seja o que for, quero deixar-vos duas garantias. A primeira é que o país não é isso", afirmou.
Afirmando que "o país é muito melhor do que esse comentário vazio", a candidata acrescentou, por outro lado, que "ainda nenhum voto foi contado".
Prosseguindo nos apelos ao voto, Catarina Martins disse ainda que as garantias de cada candidato são assumidas com palavras, durante a campanha, mas sobretudo são garantias do seu percurso.
"Aquilo que nós fazemos toda a vida distingue-nos. Eu defendo a Constituição, eu gosto de Portugal, gosto mesmo do meu país. E eu nunca hesitei, mesmo nos momentos mais difíceis, a defender quem trabalha", disse, considerando que esse percurso marca tudo.
A esse propósito, recordou um momento em particular desse percurso e um apoio "inesperado" que o reflete: o da deputada do PS Isabel Moreira, com quem, entre outros socialistas, recorreu ao Tribunal Constitucional para travar o corte nos subsídios durante o período de intervenção da 'Troika'.
"Eu levo muito a sério a convergência à Esquerda, mas a convergência à esquerda ou é sobre a vida das pessoas, ou é discurso vazio para enganar alguém. Esta é a convergência à esquerda que eu gosto de fazer, e que farei sempre", defendeu, respondendo aos apelos do candidato apoiado pelo PS, António José Seguro, ao voto útil da esquerda na sua candidatura.
"E quando alguém fala do voto útil à esquerda, eu lembro sempre as palavras da Isabel Moreira. Eu não empresto o meu voto, eu voto em quem confio e em quem sei que lá estará", sublinhou a candidata.
Insistindo que "o voto útil é o da coerência", Catarina Martins acrescentou que a única responsabilidade da esquerda é "responder pelo povo".
"É por isso que o voto útil é aquele que, na primeira volta, mostra a força da coerência, a força de quem não desiste, a força de quem nunca falhará a uma convergência à esquerda, mas a fará sempre pelo que conta, pelo que pode mudar a vida das pessoas, pelo que pode melhorar a vida das pessoas", concluiu.