Sábado – Pense por si

Gonçalo M. Tavares
Gonçalo M. Tavares Escritor
27 de janeiro de 2026 às 23:00

Discursos Mundiais e a Máquina de Destruir Famílias

Os discursos surrealistas e dadaístas de Trump seriam uma obra de arte se não fossem um perigo para o mundo; e tornam-se um exercício para os cidadãos deste planeta que, aos poucos, se começam a habituar ao “extraordinário”.

Há uma personagem, num certo livro de ficção, que é descrita como alguém viciada “no extraordinário”. E de alguma maneira todos estamos, nestes tempos, preparados diariamente para o sobressalto bem acima da normalidade política a que estávamos habituados. Ouvir um discurso de Trump – e também ver as suas caretas infinitas - com os seus saltos absurdos, em que na mesma frase põe a possível invasão de um país e os preços de medicamentos de outro país, que mistura alhos com bugalhos, o rabo com as calças, batatas e OVNIs, que reduz tudo, enfim, países e presidentes, a um “gosto dele, não gosto dele” — expressão e síntese infantil do mundo; estes discursos surrealistas, dadaístas, que seriam uma obra de arte se não fossem um perigo para o mundo, tornam-se um exercício para os cidadãos deste planeta que, aos poucos, se começam a habituar ao “extraordinário” bullying económico, militar e pessoal praticado por nosso senhor, das violências verbais e outras, senhor Trump. O absurdo infantil está no topo do mundo - que um milagre, pois, nos proteja.

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