Afinal, a cena do momento não é o politicamente correcto, é o politicamente incorrecto ou uma estranha forma de Ventura
"O que está a dar é ser politicamente incorrecto, usando argumentos no limiar da abjecção, perfeitos para a estupidificação humana, especialmente aquela que já tem tendência para ser um bocado estúpida ou, para ser politicamente correcta, obtusa. É uma palavra mais cara e mais bonita…"
Tinha prometido a mim mesma que não iria voltar aos temas da actualidade político-social, mantendo-me fiel a essa missão de procurar uma vida mais natural e sustentável, distante dessas manias em demonizar palhinhas de plástico, comprando outras, de papel ou bambu, num acto de puro consumismo e, ainda mais longe, da afirmação de que vamos todos morrer e de que a culpa é do plástico. A culpa não é da ferramenta mas de quem a usa, de quem escolhe o caminho - ou processo - , mais fácil e mais curto, que dá menos trabalho ou sai mais barato, sem pensar nas suas consequências a médio e longo prazo. Sobre isso lá voltaremos porque, como aquelas promessas que fazemos enquanto enfiamos passas na boca sem mastigar - na verdade não acreditamos em nada daquilo e até detestamos uva-passa, especialmente aquelas que nos dão nas festas, raquíticas, com sabor a sabão e, por isso, cumprimos a tradição sem saborear - como essas promessas, também esta, de não voltar aos temas da política, do disparate, da corrupção (principalmente moral) e da discussão de valores, já lá vai. Acho que a hashtag correcta é mesmo o aforismo de Beyoncé porque… #sorrynotsorry, já escrevi sobre eleições e Joacine, mas calei-me em relação ao Ventura para não lhe dar atenção.
Afinal, a cena do momento não é o politicamente correcto, é o politicamente incorrecto ou uma estranha forma de Ventura
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