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Miriam Assor
16.04.2026

Ventos sagrados 

Israel estava, e ainda está, em guerra, o inimigo iraniano não tem pontaria. Os mísseis caem ali e acolá, sem localização e aviso prévio os restos dos aiatolás não fazem como as IDF que avisam a população para se deslocarem da zona onde estão porque será bombardeada. Modernices já antigas que poupam vidas.

Estava no buraco, a liberdade religiosa que vigorava na Cidade Velha  de Jerusalém. Inexistente. È. Não havia, não. Entre 1948 e 1967, em pleno domínio jordano, os acessos aos ditos lugares sagrados foram impedidos, proibidos, e em casos mais sortudos, limitados. Aos cristãos, mesmo os que viviam em Israel, a ordem cabra era restringir nos períodos específicos, como Natal e Páscoa e exigia certificados de baptismo. Quem não tivesse o documento ia rezar para casa. As escolas cristãs submetidas a regras estritas, incluindo a obrigatoriedade do ensino do Alcorão. A população cristã na, então, Jerusalém jordana diminuiu, naturalmente. Nesses 19 anos, judeus foram, fomos, barrados de visitar o Muro das Lamentações. Nem espreitá-lo. O cemitério judaico no Monte das Oliveiras, também, violando o acordo de armistício de 1949. E o rei Hussein ralado. Cerca de metade das 58 sinagogas da Cidade Velha, incluindo a Sinagoga Hurva ( reconstruída em 2010) acabaram à força da violência, demolidas ou danificadas pelas mãos da Legião Árabe da Jordânia. O referido cemitério consistia no lugar favorito para saquear, as lápides eram utilizadas para pavimentação e construção. Gente que comia com os pés. 

Enquanto se vivia tamanha anormalidade, os locais muçulmanos, como o Domo da Rocha e a Mesquita de Al-Aqsa, continuaram em pleno funcionamento sob a administração do reino da Jordânia. Por conseguinte, um analfabeto consegue ler que a preciosa liberdade religiosa, durante esta ditadura, representava  um OVNI nos céus carregados da intolerância. Só a religião do rei tinha via verde. Após o assassinato do rei Abdala por um irmão árabe, a situação má  piorou. O filho Hussein ainda estava longe de ter capacidade, como terá, mais tarde, quando  assino acordo de paz com Isaac Rabin, de ver além. 

Com a reunificação de Jerusalém na Guerra dos Seis Dias, a exclusividade termina. Israel reassumiu o controlo, instituiu uma política de liberdade de admissão  a todos os locais sagrados, e estabeleceu lei israelita na área, como é óbvio. Sendo em Israel há leis israelitas e não leis escandinavas. Aos crânios que reviram as pestanas à realidade sugere-se iscas na veia. Desconfiam e nunca meteram sequer dedo da pata em Jerusalém. O Muro das Lamentações, Santo Sepulcro, Esplanada das Mesquitas funcionam de forma regular. Não existe este passa e aqueloutro não passa. A entrada pode ser fechada, ou condicionada, a qualquer momento por decisão da polícia. Ui. Alguns democratas tossem logo com a palavra policia. Ouçam com os próprios ouvidos e não com ouvidos dos vizinhos. Os bairros Cristão, Muçulmano, Judeu, Arménio funcionam internamente e a circulação entre eles fica restrita apenas quando não resta alternativa. Calma. Os nervosos estrábicos não se precipitem, tirem já o pescoço do colete salva-vidas e adiem voltinha de flotilha. Se as condições de segurança não permitirem não há nada para ninguém, como não houve na Páscoa. Israel estava, e ainda está, em guerra, o inimigo iraniano não tem pontaria. Os mísseis caem ali e acolá, sem localização e aviso prévio os restos dos aiatolás não fazem como as IDF que avisam a população para se deslocarem da zona onde estão porque será bombardeada. Modernices já antigas que poupam vidas. 

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