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A invasão de Ceuta

Em menos de 24 horas, mais de 60 mil migrantes chegaram à fronteira espanhola a nado, entre vivas a Espanha e a Pedro Sánchez. As políticas migratórias do primeiro-ministro espanhol estão na mira da oposição.

No dia 30 de julho, entre o meio-dia e as quatro da tarde, a cidade de Ceuta, Espanha, mudou radicalmente. Dezenas de milhares de migrantes, descalços, cansados e molhados, deram à costa na praia do Tarajal vindos de Marrocos, uma viagem entre três e cinco quilómetros, cerca de duas horas a nado. “Viva Espanha! Viva Pedro Sánchez!”, disse um migrante, em vídeo partilhado nas redes sociais. Nas primeiras 24 horas, mais de 60 mil atravessaram a fronteira de forma ilegal, recebidos por uma impotente Guardia Civil, e chegaram ao enclave espanhol, com cerca de 83 mil habitantes.

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