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Pedro Sánchez anuncia eleições antecipadas em Espanha para 29 de novembro

Marta Rodrigues 05 de outubro de 2026 às 08:17

Atual legislatura terminava em 2027.

O presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez anunciou esta segunda-feira que vai dissolver o parlamento e convocar eleições antecipadas para 29 de novembro. Em causa, está o chumbo de duas propostas para a habitação, na semana passada, num momento em que os espanhóis protestam diariamente contra a crise habitacional. 

Pedro Sanchez, primeiro-ministro espanhol EPA

Numa comunicação ao país esta manhã, no Palácio da Moncloa, a residência oficial em Madrid, Pedro Sánchez reconheceu que o governo "cometeu erros" e não alcançou tudo a que se tinha proposto. A nove meses do fim previsto da legislatura, o primeiro-ministro decidiu antecipar as eleições, depois de um fim de semana de reuniões com membros do Partido Socialista (PSOE) e da oposição. 

Na semana passada, o parlamento chumbou duas propostas do governo, em resposta à mobilização social que o despejo de Maricarmen Abascal, uma idosa de 87 anos, provocou. O bloqueio desencadeou protestos em todo o país e levou mais de 950 mil pessoas às ruas. 

Durante o discurso, Pedro Sánchez afirmou que "Espanha precisa de decidir se se quer juntar à onda de extrema-direita que está em retrocessos onde quer que governe ou se quer dar uma maioria progressista mais ampla para continuar a ser um bastião da justiça social e uma referência global para a paz, o feminismo e a prosperidade". 

“Devemos mobilizar-nos e garantir que o Parlamento nos conceda uma maioria muito mais ampla para derrotar as elites e continuar a transformar Espanha”, acrescentou. Para "fazer mais", precisa de "renovar o apoio popular". 

O líder do PSOE sublinhou ainda aquilo que considera ser as conquistas do partido, como os "avanços" no setor das energias renováveis, direitos sociais e redução da desigualdade. Disse que teve de enfrentar crises sem precedentes, como guerras e instabilidade geopolítica, e que "lutou contra tiranos, tecnoligarcas e regimes genocidas”. Criticou ainda o Partido Popular (PP) e o Vox, "a pior oposição possível". 

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