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Irão reitera que bloqueio naval dos Estados Unidos viola cessar-fogo e fala em "crime de guerra"

Lusa 19 de abril de 2026 às 14:55

"Ao infligir deliberadamente punição coletiva ao povo iraniano, configura-se um crime de guerra e um crime contra a humanidade", disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Esmail Baghai.

O Irão reafirmou este domingo que o bloqueio naval norte-americano constitui "não só uma violação do cessar-fogo", mas também "um ato ilegal e criminoso".

Irão voltou a fechar o Estreito de Ormuz AP

"Ao infligir deliberadamente punição coletiva ao povo iraniano, configura-se um crime de guerra e um crime contra a humanidade", disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Esmail Baghai, à agência X.

Hoje, o presidente norte-americano, Donald Trump, o no Estreito de Ormuz.

O Irão reforçou a sua intenção de restringir a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz enquanto os Estados Unidos bloquearem portos iranianos, à medida que os mediadores tentam estender a trégua, cujo prazo termina na quarta-feira.

Hoje, o Irão impediu a passagem de dois petroleiros, um deles com bandeira de Angola, quando tentavam atravessar o Estreito de Ormuz, depois de emitirem avisos, e afirmou que a ação foi uma resposta ao bloqueio marítimo imposto pelos Estados Unidos aos portos iranianos.

"Dois petroleiros que tentavam atravessar o Estreito de Ormuz sem autorização foram obrigados a regressar esta manhã, após avisos das Forças Armadas iranianas", informou a agência Tasnim, controlada pela Guarda Revolucionária iraniana.

A agência indicou que as embarcações navegavam sob as bandeiras do Botswana e de Angola e pretendiam atravessar esta via navegável estratégica, mas, após a "intervenção oportuna" das Forças Armadas iranianas, "foram obrigadas a mudar de rumo e a retirar".

O presidente do parlamento iraniano, Mohammed Bagher Qalibaf, disse no sábado numa entrevista citada pela Associated Press (AP) que "é impossível outros passarem pelo Estreito de Ormuz" enquanto os próprios iranianos também não conseguirem.

Qalibaf, que é o negociador-chefe do Irão nas conversas com os Estados Unidos, atacou o bloqueio dos Estados Unidos, catalogando-o como "uma decisão ingénua tomada por ignorância", garantindo ainda que "não haverá retirada no campo da diplomacia" apesar da desconfiança entre as partes.

O Irão anunciou a reabertura do Estreito de Ormuz depois de uma trégua de dez dias entre Israel e o grupo militante Hezbollah (apoiado pelo Irão) no Líbano, mas depois de Trump afirmar que o bloqueio dos Estados Unidos aos portos iranianos iria "continuar com toda a força" até se alcançar um acordo, Teerão anunciou que iria continuar a restringir as passagens no estreito.

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