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Há dois portugueses entre os desaparecidos nas cheias no Nepal

Luana Augusto 26 de agosto de 2026 às 21:17

Inundações repentinas já mataram pelo menos 160 pessoas. Mais de 400 continuam desaparecidas.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros português confirmou esta quarta-feira (26) o desaparecimento de mais um cidadão português na sequência das cheias no Nepal, cita a . Com esta notícia, o número de portugueses desaparecidos sobe, assim, para dois.

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Menino observa devastação causada pelas cheias repentinas no Nepal
Foto: Foto AP/Niranjan Shrestha
Equipas de resgate usam máquinas para tentar encontrar sobreviventes
Foto: Foto AP/Niranjan Shrestha
Aldeia no Nepal afetada por cheias e deslizamentos de terra
Foto: AP Photo/Niranjan Shrestha
Cheias repentinas no Nepal
Foto: AP Photo/Niranjan Shrestha
Equipas de resgate tentam resgatar sobreviventes após cheias repentinas no Nepal
Foto: Foto AP/Niranjan Shrestha

Tudo aconteceu esta quarta-feira de manhã. O ministro dos Negócios Estrangeiros nepalês declarou, inicialmente, que foi registado um terramoto na fronteira entre o Tibete e o Nepal pouco antes do deslizamento de terra, sugerindo que este podia ter desencadeado o desastre. No entanto, a análise mais recente do Serviço Geológico dos Estados Unidos sugere que não houve nenhum sismo, o que levanta dúvidas sobre o que terá causado o deslizamento de terras. De acordo com a , tudo aponta agora para a possibilidade de que foi a água da chuva ou do derretimento do gelo que destabilizou o solo, desencadeando este problema. Não havendo, para já, respostas concretas, os cientistas estão a tentar reconstituir a sequência dos eventos.

O que é certo é que foi registada uma avalanche, que varreu regiões a norte do Nepal. Vídeos mostram exatamente o momento em que várias pessoas tentavam fugir, mas acabaram engolidas por essa "onda". 

Além disso, imagens mostram também prédios no distrito de Nuwakot cobertos de lama, após o incidente. Os helicópteros tiveram até de resgatar pessoas que se encontravam em cima de telhados, escreve a .

O episódio, que ocorreu na fronteira entre o Nepal e o Tibete, provocou a morte de pelo menos 160 pessoas, segundo a polícia nepalesa citada pela agência de notícias Associated Press, além de 403 desaparecidos - a maioria turistas. 

Anteriormente, já tinha sido noticiado que uma , ao que se junta agora um segundo português. Juntamente com estes cidadãos, estão também desaparecidos 47 americanos, 34 australianos, 33 britânicos e 24 canadianos, acrescenta a Associated Press.  

Um terramoto de magnitude 4,4 originou uma avalanche SÁBADO

O incidente afetou também a China - onde três pessoas morreram e mais de 250 estão desaparecidas, segundo os meios de comunicação social locais citados pela CNN Internacional. Equipas de resgate chinesas estão agora a tentar desobstruir as estradas no condado de Gyirong, no Tibete, para dar início às operações de resgate, informou um oficial militar local à emissora estatal chinesa CCTV. 

A China entretanto já destinou aproximadamente 17 milhões de dólares (14 milhões de euros) a fundos de ajuda humanitária para desastres naturais e esforços de resgate. Já a Índia, está a enviar "medicamentos essenciais" para o Nepal, avançou o ministro dos Negócios Estrangeiros indiano, Subrahmanyam Jaishankar, numa publicação na .

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, por sua vez, afirmou que a Europa está pronta para mobilizar assistência. Enquanto isso, o Presidente da República português, António José Seguro, ao homólogo do Nepal, Ramchandra Paudel.

Em atualização 

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