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Covid-19: Suíça vai testar aplicação de seguimento na próxima semana

08 de maio de 2020 às 17:56

Se a aplicação for autorizada pelo parlamento, o seu uso será facultativo e nenhum dado pessoal nem informação de localização dos utilizadores será explorada, garantiu o governo suíço.

O governo suíço indicou, esta sexta-feira, que vai iniciar, na próxima semana, a "fase piloto" de uma aplicação de seguimento dacovid-19enquanto aguarda que o parlamento se pronuncie sobre uma utilização generalizada.

Reunido ao longo desta semana em sessão extraordinária, o parlamento contrariou, para já, a proposta do Governo, indicando que a aplicação, que permitirá localizar os contactos de pessoas infetadas pelo novo coronavírus, não poderá ser lançada sem uma base legal.

A fase de ensaio, que decorrerá até ao fim do mês, será limitada "a um certo tipo de população", explicou o ministro da Saúde, Alain Barset, numa conferência de imprensa em Genebra.

Durante esse período, acrescentou Barset, o governo irá aprovar as bases legais necessárias para poder lançar a aplicação, que serão depois submetidas ao parlamento também no fim deste mês.

O governante suíço disse esperar que as duas câmaras do parlamento possam, depois, aprovar "rapidamente" o processo.

"Se o Parlamento disser não, será o fim" da aplicação, que está a ser desenvolvida pelas escolas politécnicas federais e pela Confederação Helvética, acrescentou.

Barset apelou também aos "piratas informáticos" ('hackers') para que testem a solidez da aplicação, nomeadamente na questão da proteção de dados.

Se a aplicação, denominada "DP-3T", for autorizada pelo parlamento, o seu uso será facultativo e nenhum dado pessoal nem informação de localização dos utilizadores será explorada, garantiu o ministro suíço, indicando que todos os dados serão sistematicamente apagados após 21 dias.

A pandemia de covid-19 causou mais de 1.500 mortes na Suíça (em pouco mais de 30.000 infetados), depois de o primeiro caso ter sido detetado em fins de fevereiro no cantão de Tessin, fronteiro a Itália.

A Suíça, que não impôs medidas restritivas tão duras como a grande maioria dos países europeus, vai proceder, a partir da próxima segunda-feira, a mais uma diminuição das regras de confinamento.

Após ter reaberto, a 27 de abril, os salões de cabeleireiro, floristas, salões de beleza, lojas de bricolage e consultórios médicos, as autoridades suíças vão permitir a reabertura de outras lojas comerciais, mercados, escolas, restaurantes, museus e bibliotecas.

As medidas de distanciamento físico e de higiene continuarão, porém, a aplicar-se.

Nos restaurantes, cada mesa só poderá acolher até quatro pessoas, ou os pais com os seus filhos, no caso de o total seja superior.

Os clientes deverão ocupar as mesas que terão de estar a dois metros de distância ou isoladas com um separador.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou cerca de 269 mil mortos e infetou mais de 3,8 milhões de pessoas em 195 países e territórios. 

Mais de 1,2 milhões de doentes foram considerados curados.

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