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Co-fundador do WhatsApp defende abandono do Facebook

21 de março de 2018 às 18:05

A hashtag "#deletefacebook" tem sido das mais usadas na plataforma desde o surgimento de relatos que apontam para o uso ilegal de dados de mais 50 milhões de utilizadores do Facebook pela empresa de comunicação estratégica Cambridge Analytica.

O co-fundador da aplicação WhatsApp, adquirida há quatro anos pelo Facebook, juntou-se ao movimento online que apela à desactivação da rede social Facebook, escrevendo na plataforma Twitter que "está na hora".

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Foto: Getty Images
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Brian Acton
Foto: Patrick T. Fallon/Bloomberg via Getty Images

O programador e empresário norte-americano Brian Acton, que criou, em conjunto com Jan Koum, a aplicação em 2009, afirmou: "Está na hora. #ApagaOFacebook" ["It's time. #deletefacebook", em inglês].

A hashtag "#deletefacebook" tem sido das mais usadas na plataforma desde o surgimento de relatos que apontam para o uso ilegal de dados de mais 50 milhões de utilizadores do Facebook pela empresa de comunicação estratégica Cambridge Analytica.

De acordo com estes relatos, a empresa utilizou os dados privados, obtidos sem consentimento dos utilizadores, para influenciar as eleições norte-americanas em 2016.

Apesar da desvalorização de cerca de 50 mil milhões de dólares (aproximadamente 40.770 milhões de euros) dos activos em bolsa, o fundador e administrador executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, ainda não se pronunciou sobre o assunto.

Na terça-feira, o presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani, convocou Zuckerberg para prestar contas aos eurodeputados sobre o uso de dados de cidadão europeus.

O WhatsApp foi comprado pelo Facebook em 2014 numa transacção avaliada em 19 mil milhões de dólares.

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