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Base das Lajes com 17 aviões reabastecedores norte-americanos estacionados

Lusa 24 de outubro de 2026 às 14:24

Este incremento de presença militar na Base das Lajes ocorre numa altura em que os EUA reforçaram a sua presença militar no Médio Oriente, com o envio do porta-aviões USS Theodore Roosevelt, que se juntará aos USS George H. W. Bush e USS George Washington, já presentes na região.

A Base das Lajes, nos Açores, tem atualmente estacionados 17 aviões reabastecedores KC-46 Pegasus da Força Aérea norte-americana, constatou a Lusa no local.

Aviões estacionados nas Lajes Lusa

Durante a manhã, nenhum dos 17 aviões levantou voo e apenas numa das aeronaves era possível ver militares norte-americanos, provavelmente numa intervenção de manutenção.

Dias antes do ataque dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, em 28 de fevereiro, a base recebeu 15 destas aeronaves, que têm capacidade de reabastecer outros aviões em pleno voo.

Durante meses, a atividade destas aeronaves foi intensa, com várias descolagens e aterragens diárias na Base das Lajes.

Em setembro, houve uma redução da presença destas aeronaves, tendo ficado estacionadas apenas seis.

No entanto, no dia 11 de outubro, voltou a receber um reforço semelhante ao que tinha ocorrido em fevereiro.

Segundo imagens captadas por fotógrafos amadores que costumam acompanhar o movimento de aviões em aeroportos, na quarta-feira, oito destes reabastecedores partiram das Lajes, mas apenas em missões de treino.

Este incremento de presença militar na Base das Lajes ocorre numa altura em que os Estados Unidos reforçaram a sua presença militar no Médio Oriente, com o envio do porta-aviões USS Theodore Roosevelt, que se juntará aos USS George H. W. Bush e USS George Washington, já presentes na região.

A imprensa norte-americana aponta para a possibilidade de Washington e Israel retomarem os bombardeamentos contra o Irão após as eleições intercalares de novembro.

Nos últimos 10 dias, a Guarda Revolucionária iraniana registou pelo menos 15 incidentes com navios no estreito de Ormuz, dos quais reconheceu ter atacado quatro, afirmando que outros 11 colidiram com minas, num contexto de escalada das tensões nesta passagem marítima estratégica.

Na quinta-feira, o Presidente dos EUA, Donald Trump, acusou o Irão de tentar encarecer o petróleo para prejudicar os republicanos nas eleições intercalares de 03 de novembro.

Numa entrevista ao jornal britânico Financial Times, na sexta-feira, o embaixador norte-americano junto da ONU, Michael Waltz, admitiu que os Estados Unidos (EUA) poderão continuar, daqui a um ano, num impasse no conflito com o Irão, embora tenha dito estar esperançoso que, “antes disso”, Teerão se sente à mesa para negociar.

O Ministério Público português abriu no início deste mês um inquérito para apurar a legalidade da utilização da Base das Lajes pelos Estados Unidos no conflito com o Irão, na sequência de uma queixa do Bloco de Esquerda, que considera tratar-se de uma "grosseira violação do direito internacional".

No dia 9, o primeiro-ministro manifestou, no entanto, a convicção “absolutamente inabalável” de que a utilização da Base das Lajes pelos Estados Unidos cumpriu todas as regras jurídicas.

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