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Crítica de música: Sampha

Na verdade, e na maioria das vezes, as músicas do disco acabam por se dissolver numa massa mais ou menos indistinta, que não supera o género musical praticado

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Edição de 17 a 23 de março
Filipe Lamelas 21 de março de 2017 às 16:00
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Process, o álbum de estreia de Sampha, leva-o a percorrer o mesmo caminho que outros produtores já percorreram antes. Ou seja, trocar o conforto do estúdio pela aventura de uma carreira como músico, em nome próprio. O resultado - que assenta num neo-R&B com tiques bem marcados de electrónica alternativa, particularmente em voga - também não é muito diferente daquilo que normalmente sucede nestas situações: um disco que, em termos sonoros (e neste caso, na própria interpretação), é praticamente imaculado. A somar a isso, o facto de ser um álbum que lida com a perda de um ente querido, o que lhe acrescenta dimensão universal e, por isso mesmo, permite que qualquer um se identifique.

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