A artista diz que foram levados figurinos vintage usados em palco e apela à devolução de itens “que fazem parte da sua história”.
Madonna recorreu às redes sociais para lançar um apelo invulgar: a devolução de um conjunto de peças vintage que desapareceram após a sua atuação no festival de música Coachella, na passada sexta feira. A artista ofereceu uma recompensa a quem conseguir recuperar os itens – entre eles um casaco Gucci, um corpete e um vestido – sublinhando o valor não apenas material, mas histórico.
Numa mensagem partilhada nas redes sociais, Madonna descreveu o momento como agridoce, ainda sob o impacto da atuação; disse estar “a flutuar desde sexta-feira à noite”, agradecendo a Sabrina Carpenter e a toda a equipa pelo regresso simbólico ao festival onde "tudo começou” para esta nova fase. O incidente, contudo, acabou por manchar uma noite que de outra forma teria sido de apoteose. “Não são apenas roupas”, escreveu, sublinhando que fazem parte da sua história e de uma era específica da sua carreira.
A artista revelou ainda que outros objetos do mesmo período também terão desaparecido, deixando um apelo direto: espera que “alguma alma bondosa” os encontre e entre em contacto com a sua equipa. As peças em causa foram usadas na atuação conjunta com Sabrina Carpenter, durante o segundo fim de semana do festival, na California. Madonna destacou o carácter simbólico desse guarda-roupa, explicando tratar-se do mesmo conjunto que vestira na sua primeira passagem pelo Coachella, em 2006.
O caso surge num momento particularmente ativo para a artista de 67 anos, que prepara o lançamento de Confessions on a Dance Floor: Part II, a continuação do disco de 2005, com edição prevista para julho. Durante a atuação no Coachella, apresentou ainda temas clássicos como Vogue e Like a Prayer, ao lado de novas canções que farão parte do alinhamento do próximo trabalho.
Ao longo de mais de quatro décadas, Madonna construiu uma das carreiras mais influentes da música pop, marcada por sucessivas reinvenções estéticas e sonoras. Desde a década de 1980 que a norte-americana acumulou prémios, recordes e momentos que definiram a cultura, sempre com uma atenção particular ao poder simbólico da imagem.
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