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Crítica de livros: O Coração é o Último a Morrer

Não é o romance que inquieta. É o grau de premonição

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Edição de 17 a 23 de março
Eduardo Pitta 23 de março de 2017 às 11:54

No seu penúltimo romance, Margaret Atwood (n. 1939) volta a esticar os limites da distopia. Dentro de 30 anos saberemos se ela foi o Jules Verne da transição do século XX para o XXI. Margaret Atwood investe menos na vertente científica, pondo o acento tónico na mutação civilizacional que tem sido o traço distintivo das últimas décadas: fundamentalismo religioso vs. laicismo, totalitarismo vs. normas constitucionais, xenofobia vs. dissolução de fronteiras, e assim por diante. O colapso da civilização tal como a conhecemos é o foco central da obra da autora.

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