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Um murro no estômago em 11 canções: há 20 anos, Amy Winehouse deu-nos "Back to Black", um disco avassalador

Winehouse transformou uma rutura amorosa num clássico cru e anacrónico. A indústria seguiu-lhe o som, a imprensa fez da dor um espetáculo. Duas décadas depois, Amy desapareceu - ficaram as canções.

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Graças a este disco, Winehouse venceu cinco dos seis prémios para os quais estava nomeada nos Grammy de 2008
Graças a este disco, Winehouse venceu cinco dos seis prémios para os quais estava nomeada nos Grammy de 2008 EPA/Steffen Schmidt

Estávamos em outubro de 2006; a pop britânica respirava um futuro incerto, as guitarras voltavam a dominar as tabelas, os concursos televisivos fabricavam vozes sem arestas e o R&B norte-americano, bem como o rap gansta, ditavam grande parte do som das rádios. A soul dos anos 1960 pertencia ao arquivo, não ao presente. Amy Winehouse não era uma desconhecida: Frank, editado três anos antes, chegara ao Mercury Prize e valera-lhe um prémio Ivor Novello, atribuído pela prestigiada academia musical Ivor. Mas nada naquele primeiro disco fazia prever inteiramente a escala, o som ou a violência emocional do que viria depois.

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