Todos conhecemos o sentimento: é fim de semana, está frio, chove lá fora, e a energia que sobrava para tornar estes dias produtivos converte-se em letargia, enfeitiçando-nos à frente da televisão. É perfeitamente legítimo, mas nunca é demais lembrar que há outras opções em cartaz.
Convém recordar, por exemplo, que vivemos um momento prolífico nas artes visuais em muitos domínios: artistas de renome internacional expõem em Portugal o seu trabalho, enquanto a capital regozija com uma das mais bem-sucedidas exposições dos últimos anos, Complexo Brasil, e a Invicta celebra a abertura de mais um museu, o PortoCartoon.
Este não é, no entanto, só um fenómeno de metrópoles, chegando aos quatro cantos do País muito graças às migrações de acervos: a Gulbenkian desloca-se a Coimbra; Serralves estende os braços a Chaves e Barcelos; e o Museu Vieira da Silva aterra em Faro, com Ponta Delgada a preparar-se para ser o centro da cultura nacional. Há, portanto, o bastante para todos.
Em Lisboa, celebra-se o legado de artistas clássicos e assiste-se à emergência de novas lendas, com a complexidade das relações lusobrasileiras em primeiro plano:
No Porto, o clássico convive e conversa com as novas tendências contemporâneas, com as várias facetas da arte em destaque, entre a pintura, a fotografia, a arte mural e o cartoon:
Na região Norte, Serralves desloca-se a Barcelos e a Chaves, com a estreia de exposições contemporâneas em Guimarães, Braga e Mirandela:
No Centro, Aveiro e Guarda ostentam os seus legados enquanto cidades de arte, enquanto Coimbra dialoga com o acervo da Fundação Calouste Gulbenkian:
Finalmente, no Sul, há novas exposições em Évora, Beja e Faro – e, nos Açores, Ponta Delgada recebe a primeira de muitas exposições no seu ano como capital da Cultura: