Sábado – Pense por si

GPS

Experiência imersiva no MAAT mistura realidade virtual com reflexões sobre a vida

"Life is the Game", criação do músico Paulo Furtado (também conhecido como The Legendary Tigerman com Yolanda Correia, é uma experiência que pode ser vivida no MAAT, a partir desta quarta-feira, 28.

Capa da Sábado Edição 20 a 26 de outubro
Leia a revista
Em versão ePaper
Ler agora
Edição de 20 a 26 de outubro
As mais lidas GPS
Lusa 27 de outubro de 2026 às 14:49
Adicione como fonte preferencial no Google
"Life is the Game" dura aproximadamente 19 minutos
"Life is the Game" dura aproximadamente 19 minutos D. R.

Uma experiência imersiva que cruza cinema, música, poesia e artes plásticas vai convidar o público a refletir sobre a consciência, identidade e escolhas morais no Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, em Lisboa, a partir de quarta-feira.

Intitulada "Life Is the Game", a obra concebida por Paulo Furtado (também conhecido por The Legendary Tigerman) e Yolanda Correia propõe uma viagem sensorial entre a morte e o renascimento, recorrendo à realidade virtual para colocar cada participante no centro de uma narrativa sobre a existência humana e a vida coletiva, segundo informação divulgada Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT).

Com uma duração aproximada de 19 minutos, a experiência decorre individualmente, numa sala equipada com um dispositivo de "realidade mista" Meta Quest 3, através do qual o visitante percorre diferentes espaços e paisagens visuais e sonoras, podendo movimentar-se lentamente durante a sessão.

Sombras, imagens do universo subatómico e uma voz que questiona a origem e a natureza humana marcam o início do percurso, que se desenvolve através de ambientes imaginários e de estímulos audiovisuais destinados a desafiar a perceção do corpo, do tempo e da relação com os outros.

"'Life is the Game' foi concebido para convidar o público a questionar o seu papel enquanto agente ativo num tempo marcado por crises sociais, ambientais e políticas cada vez mais complexas", afirmou Paulo Furtado, citado no texto do museu.

De acordo com o músico, a realidade virtual coloca o participante no centro da ação e da narrativa, confrontando-o com escolhas morais e simbólicas que influenciam o desenvolvimento da experiência.

A proposta parte da ideia de que a existência humana é um intervalo entre a inexistência e a morte, relacionando fenómenos biológicos e imagens cósmicas com questões sobre a consciência, a moral e a repetição de comportamentos, num percurso que procura estimular a reflexão sobre a responsabilidade individual e coletiva.

Um dos pontos de partida conceptuais é o chamado "clarão de zinco", fenómeno que ocorre na ativação do óvulo humano no momento da fecundação e que se manifesta como um breve halo de luz.

A partir desta ocorrência biológica, o projeto aproxima imagens do universo subatómico e de corpos celestes para explorar as relações entre a origem da vida e a ideia de repetição, indica.

O conceito original é assinado por Yolanda Correia e Paulo Furtado, com argumento de Eduardo Brito e Paulo Furtado e direção de arte de Joana Cardoso, cabendo a produção executiva a Nasson Boroumand.

A banda sonora, composta e interpretada por Paulo Furtado enquanto The Legendary Tigerman, combina sonoridades orgânicas e sintéticas, com desenho de som de Dren McDonald, da Nerdtracks.

A experiência inclui ainda as vozes de Paulo Furtado e Jehnny Beth, gravadas no estúdio La Vache com a colaboração de Mike Ghost.

Na componente tecnológica, Yolanda Correia liderou o desenvolvimento da obra, apoiada pelo artista técnico Eric Urban e pelo programador Abel Sierra Sánchez, e o projeto conta também com a participação dos artistas convidados Edgar Pêra, Fiumani e Pedro Maia.

A experiência estará disponível no MAAT Central, em Lisboa, de 28 de outubro a 15 de fevereiro de 2027, com capacidade para seis participantes em simultâneo, distribuídos por salas individuais.

Realizada em português, inglês ou francês, a experiência aborda temas como a morte e o renascimento e decorre num ambiente imersivo fechado, que poderá causar desconforto a algumas pessoas.

Entre os possíveis efeitos associados à utilização do equipamento encontram-se tonturas, náuseas, desorientação e fadiga ocular, devendo a sessão ser interrompida caso surjam sintomas, alerta a organização.

Pessoas com epilepsia, problemas cardíacos, de equilíbrio ou do ouvido interno são aconselhadas a consultar um médico antes de participar, enquanto os utilizadores de 'pacemakers' ou de outros dispositivos médicos devem verificar previamente as recomendações dos respetivos fabricantes.

A participação do público exige inscrição prévia através do endereço visitar.maat@edp.pt e a idade recomendada é a partir dos 12 anos.

Artigos Relacionados
A Newsletter SÁBADO Edição Manhã no seu e-mail
Tudo o que precisa de saber sobre o que está a acontecer em Portugal e no mundo. Enviada de segunda a domingo às 10h30