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Crítica de música: Bon Iver

Saiba o que o nosso crítico achou do terceiro álbum de Justin Vernon, 22, A Million

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Filipe Lamelas 03 de novembro de 2016 às 12:00

Justin Vernon sofreu o mesmo que Cobain ou Buckley quando a sua música passou as fronteiras da sua própria interioridade. A exposição de memórias privadas e pensamentos pessoais, transformados em hinos de desconhecidos ou em referências para vidas alheias, que Vernon pensou ser apenas música, acabou por, nesse processo, quase desfazer a própria vida do cantor norte-americano, incapaz de lidar com a universalidade das suas canções. Seguiu-se um hiato no projecto Bon Iver, que soava a fim prematuro, e uma deriva pessoal sem direcção, desprovida de avanços ou recuos.

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