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Crítica de cinema: Milla

"O foco desta rara cineasta (e cineasta rara, trata-se da segunda longa em oito anos) é um par de adolescentes, Milla e Leo, interpretado por actores amadores porém exemplares, tentando sobreviver no Norte de França no seu precário microcosmos", escreve Pedro Marta Santos

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Crítica de cinema: Milla
Pedro Marta Santos 18 de setembro de 2018 às 15:00

ComNana, um dos melhores filmes de 2011, Valérie Massadian cometia a proeza de filmar a espécie humana como uma paleontóloga, enquanto o mundo se consumia pelas dolorosas pegadas de uma criança de 4 anos. Agora, o foco desta rara cineasta (e cineasta rara, trata-se da segunda longa em oito anos) é um par de adolescentes, Milla e Leo, interpretado por actores amadores porém exemplares, tentando sobreviver no Norte de França no seu precário microcosmos. Mantém-se a pobreza da condição social, o manto solitário, o equilíbrio ténue entre natureza e civilização e uma singularidade do olhar, ora naturalista ora de grande empenho formal, que tornam Massadian preciosa.

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