A 35.ª edição do Jazz no Parque, em Serralves, distribui sete concertos por dois fins de semana, já este sábado e domingo e depois a 11 e 12 de julho, todos programados por Rodrigo Amado.
O festival decorre nestes dois fins de semana no Ténis do Parque de Serralves e no auditório daquela fundação, no Porto, e arranca pelas 17:00 de sábado com o baterista português Gabriel Ferrandini e a saxofonista dinamarquesa Lotte Anker.
Em comunicado, Serralves considera este um "histórico festival de jazz", do qual quer "preservar a liberdade artística e de expressão, a diversidade cultural e o pensamento crítico".
As propostas que apresenta "destacam-se na atualidade pela sua produção, criatividade, consistência e relevância artística".
Ainda no sábado, pelas 18:30, no Ténis, o italiano Gabriele Mitelli junta-se aos britânicos John Edwards e Mark Sanders.
No domingo, será a vez de a cantora e compositora portuguesa Sara Serpa tocar com o pianista Matt Mitchell, pelas 17:00, no auditório, seguindo-se João Sousa, Ziv Taubenfeld e Helena Espvall, pelas 18:30, no Ténis.
O trio de improvisadores apresentou, em 2025, o álbum "You, Full of Sources And Night", combinando clarinete baixo, violoncelo e bateria, "seja em longos 'vamps' rítmicos que fazem dançar o clarinete, seja em poderosas explosões de energia criativa, 'drones' hipnóticos ou rasgos sónicos de puro 'noise'", descreve Serralves.
No segundo fim de semana, a programação volta a arrancar com "Ilha Animal", que junta José Lencastre (saxofone), Joana Guerra (violoncelo) e João Valinho (bateria), pelas 17:00.
Segue-se um concerto do quarteto do cubano Hery Paz, saxofonista aqui reunido com o contrabaixista Demian Cabaud e os bateristas Marcos Cavaleiro e Pedro Melo Alves, radicados no Norte de Portugal.
No último dia, destaque para o concerto da alemã Angelika Niescier, no saxofone, com a pianista japonesa Aki Takase, que durante anos formou um duo com a cantora portuguesa Maria João, e ainda o 'DJ' Illvibe, ou Vincent von Schlippenbach.
"Para este concerto, podemos esperar uma comunicação exuberante em palco, 'grooves' subvertidos, explorações texturais, 'punk-jazz', paisagens sonoras livres e muita improvisação", pode ler-se na nota divulgada pela organização.