Crítica de Cinema: Green Book - Um Guia Para a Vida

Pedro Marta Santos escreve sobre o filme realizado por Peter Farrelly e que tem Viggo Mortensen e Mahershala Ali nos principais papéis

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Crítica de Cinema: Green Book - Um Guia Para a Vida
Pedro Marta Santos 13 de fevereiro de 2019

The Negro Motorist Green Book era um guia de viagem, editado entre 1936 e 1966, para ajudar os afro-americanos a encontrarem restaurantes e hotéis dispostos a acolhê-los. Dirigido por um precursor da comédia escatológica, Peter Farrelly (correalizador do divertidíssimo Loucos por Mary ou do detestável O Amor É Cego), este Green Book é um esforço de seriedade, pontuado pelo humor, na adaptação de uma história verídica que traduz o pano de fundo racial de uma América segregada e intolerante: em 1962, Tony "Lip" Vallelonga (Viggo Mortensen) um italo-americano do Bronx, segurança de discoteca, consegue trabalho como motorista de Don Shirley (Mahershala Ali), genial pianista negro de modos aristocráticos.

O arco dos protagonistas é clássico: após atritos vários, na inversão do jogo de forças da época –  subjugado é o empregador, o dominante o empregado –, a decência e compaixão de ambos irá aproximá-los, reforçada pelos obstáculos do Sul profundo, até à amizade final.

O maniqueísmo espreita, e o tom caricatural das personagens marca o ritmo como um metrónomo, mas o caloroso carisma de Mortensen e Ali salva a viagem.

Crítica de Pedro Marta Santos: 3 estrelas
De Peter Farrelly, com Viggo Mortensen e Mahershala Ali
Comédia dramática
M/14 • 130m


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