Sábado – Pense por si

Crítica de Cinema: Dor e Glória

O filme "torna literal o que já existia tecido como arte em filmes anteriores" de Almodóvar, escreve o crítico

Capa da Sábado Edição 28 de abril a 4 de maio
Leia a revista
Em versão ePaper
Ler agora
Edição de 28 de abril a 4 de maio
Crítica de Cinema: Dor e Glória
Pedro Marta Santos 11 de setembro de 2019 às 07:00

Quase a completar 70 anos, Almodóvar é um cineasta reconhecido graças ao modelo universal e idiossincrático, popular e manchego, de fino recorte gráfico e solar despudor do seu par de obras-primas,Tudo Sobre a Minha MãeeFala Com Ela. Qualquer acompanhante ocasional reconhece elementos autobiográficos nos filmes, da infância de ameaças pedófilas e fervor anticlerical (A Má Educação) à importância da mãe e do coro feminino que a rodeava (Voltar). Há momentos magníficos: a água do rio rimando com as águas de Niagara eEsplendor na Relva; um Salvador que desmaia face ao corpo de Eduardo em Caravaggio caiado; Alberto Crespo (Asier Etxeandia) a dançar ao som de La Vie en Rose na cover de Grace Jones.

Para continuar a ler
Já tem conta? Faça login
A Newsletter SÁBADO Edição Manhã no seu e-mail
Tudo o que precisa de saber sobre o que está a acontecer em Portugal e no mundo. Enviada de segunda a domingo às 10h30