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Crítica de Cinema: Dor e Glória

O filme "torna literal o que já existia tecido como arte em filmes anteriores" de Almodóvar, escreve o crítico

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Edição de 17 a 23 de março
Crítica de Cinema: Dor e Glória
Pedro Marta Santos 11 de setembro de 2019 às 07:00

Quase a completar 70 anos, Almodóvar é um cineasta reconhecido graças ao modelo universal e idiossincrático, popular e manchego, de fino recorte gráfico e solar despudor do seu par de obras-primas,Tudo Sobre a Minha MãeeFala Com Ela. Qualquer acompanhante ocasional reconhece elementos autobiográficos nos filmes, da infância de ameaças pedófilas e fervor anticlerical (A Má Educação) à importância da mãe e do coro feminino que a rodeava (Voltar). Há momentos magníficos: a água do rio rimando com as águas de Niagara eEsplendor na Relva; um Salvador que desmaia face ao corpo de Eduardo em Caravaggio caiado; Alberto Crespo (Asier Etxeandia) a dançar ao som de La Vie en Rose na cover de Grace Jones.

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