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Crítica de cinema: Carol

Todd Haynes confirma com Carol que é um dos grandes realizadores contemporâneos

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Edição de 17 a 23 de março
Crítica de cinema: Carol
Pedro Marta Santos 18 de fevereiro de 2016 às 22:00

De uma beleza estarrecedora,Carolé o culminar da ética e estética de Todd Haynes, um dos grandes realizadores contemporâneos. Retratista da diferença (a hipocondríaca e agorafóbica Carol White de Seguro, a anoréctica nervosa Karen Carpenter da curta-metragemSuperstar, a Cathy Whitaker deLonge do Paraíso, WASP de classe média-alta apaixonada por um jardineiro negro), Haynes tem a América dos anos 30 a 50 como território emocional predilecto, onde as feridas do preconceito - financeiro, sexual, civilizacional - se pintam a amarelos Outono e verdes angustiados, como num "tearjerker" de Douglas Sirk ou John M. Stahl.

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