O filme protagonizado por Leonardo DiCaprio “Batalha Atrás de Batalha” foi o grande vencedor da primeira cerimónia de entrega de prémios do ano, Critics Choice Awards, que decorreu esta madrugada em Santa Mónica, Los Angeles.
Consagrado com o prémio de Melhor Filme, a longa-metragem também levou para casa a estatueta de Melhor Argumento Adaptado e deu a Paul Thomas Anderson a distinção de Melhor Realizador.
“Este foi o melhor tempo que já passei a fazer um filme e penso que se nota”, afirmou o realizador, no discurso de vitória. “Tem realmente a ver com as pessoas com quem se trabalha”, disse, rodeado pelo elenco no palco, incluindo Leonardo DiCaprio, Benicio del Toro e Teyana Taylor.
Paul Thomas Anderson já tinha elogiado a equipa que tornou possível o filme da Warner Bros., embora nenhum dos nomeados a prémios de representação tenha saído da cerimónia com estatuetas. DiCaprio perdeu a corrida de Melhor Ator para Timothée Chalamet, que venceu pelo papel de Marty Mauser em “Marty Supreme”, filme de Josh Safdie.
“Tenho muitas pessoas a quem agradecer e não sei se vou voltar a estar nesta posição, por isso permitam-me um segundo”, pediu Chalamet no discurso de vitória. O ator, de 30 anos, não só ultrapassou DiCaprio como também Michael B. Jordan, protagonista de um dos filmes mais cotados da temporada, “Sinners”, o brasileiro Wagner Moura, Ethan Hawke e Joel Edgerton.
“Criaste a história de um homem imperfeito com um sonho com o qual nos podemos identificar e não pregaste à audiência sobre o que era certo ou errado”, disse Chalamet, dirigindo-se ao realizador Josh Safdie. “Acho que todos devemos contar histórias assim. Obrigado por este sonho”.
O ator também agradeceu à namorada Kylie Jenner, que o acompanhou à gala, dizendo que “nada disto seria possível” sem ela.
Mas foi na categoria de Melhor Atriz que aconteceu um dos discursos mais aplaudidos da noite. Jessie Buckley venceu a estatueta pelo papel de Agnes Shakespeare em “Hamnet”, de Chloé Zhao, que também tinha sido nomeada.
“Criar é um privilégio absoluto”, disse Buckley, que venceu nomes como Emma Stone, Amanda Seyfried e Rose Byrne, e falou sobre como foi inspirador estar presente na sala com todas elas e fazer parte da “aldeia”.
“Chloé Zhao, lembraste-me do poder de contar uma história, a jornada em que podemos embarcar e toca nas partes mais profundas do que significa estarmos vivos”, afirmou a atriz.
Nos papéis secundários, as honras foram distribuídas por outros dois filmes: Amy Madigan levou a estatueta pelo filme de terror “Weapons” e Jacob Elordi venceu por “Frankenstein”, de Guillermo del Toro. O reimaginar deste clássico também rendeu Melhor Guarda-Roupa, Melhor Caracterização e Design de Produção.
“Sinners”, que era o filme mais nomeado com 17 indicações, teve algumas conquistas importantes. Foi o Melhor Argumento Original (Ryan Coogler), teve a Melhor Banda Sonora (Ludwig Göransson), deu a Miles Caton a distinção de Melhor Jovem Ator e foi o Melhor Elenco (com casting por Francine Maisler).
Nos filmes em língua estrangeira, triunfou o português com a vitória da longa-metragem brasileira “O Agente Secreto”, de Kléber Mendonça Filho.
“F1”, com Brad Pitt e Lewis Hamilton, logrou as categorias técnicas de Melhor Edição e Melhor Som, sendo que o prémio de cinematografia foi para o brasileiro Adolpho Veloso, por “Train Dreams”.
Sem surpresa, “KPop Demon Hunters” venceu Melhor Filme de Animação e Melhor Canção, “Golden”.
Na televisão, destaque para “The Pitt”, coroada com Melhor Série Dramática, Melhor Ator (Noah Wyle) e Atriz Secundária (Katherine LaNasa).
“Adolescência” foi a Melhor Minissérie e teve três prémios de representação: Stephen Graham (Melhor Ator), Owen Cooper (Melhor Ator Secundário) e Erin Doherty (Melhor Atriz Secundária). Na comédia, a maioria das estatuetas foi para “The Studio”.