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Teatro Stephens, na Marinha Grande, vai reabrir depois dos danos da depressão Kristin. Mas há novas obras em vista

Originalmente construído no século XVIII, o teatro foi gravemente danificado pela depressão que afetou o concelho de Leiria. Reabre dia 3 de outubro, com um recital do pianista Pedro Burmester.

Lusa 24 de setembro de 2026 às 17:21
Teatro Stephens reabre na Marinha Grande após danos da depressão Kristin D. R.

O pianista Pedro Burmester atua no dia 3 de outubro na reabertura do Teatro Stephens, na Marinha Grande, um dos espaços culturais do concelho mais afetados pelo mau tempo e que ainda necessita de reparações, foi esta quinta-feira anunciado.

O vereador com o pelouro da Cultura, Sérgio Silva, afirmou à agência Lusa que o espaço reabre naquela data "como sala de espetáculos", estando prevista em data anterior uma conferência.

A programação cultural até dezembro do Teatro Stephens inclui, além de música, teatro, cinema, performance, dança e atividades direcionadas para a comunidade.

O histórico Teatro Stephens, originalmente construído pelos irmãos Stephens em meados de 1770, sofreu, em 28 de janeiro, danos significativos durante a depressão Kristin, que afetou gravemente todo este concelho do distrito de Leiria.

Dois meses depois, Sérgio Silva explicou que "entrou muita água", adiantando que os "estragos grandes" incluíram cobertura, palco, cadeiras e alcatifa, para lá de outros equipamentos da sala.

Então, o vereador disse desejar que a reabertura "fosse, pelo menos, o mais tardar, em novembro", tendo sido antecipada um mês.

Hoje, o autarca esclareceu que os trabalhos no Teatro Stephens não estão terminados.

"O que nós fizemos foram pequenas obras, aquilo que foi possível fazer neste momento, no sentido de podermos utilizar o espaço, sendo que, quando houver obras mais robustas, vamos ter, novamente, de encerrar o espaço durante algum tempo, mas esperemos que seja por um período muito curto", continuou.

Segundo Sérgio Silva, a autarquia tinha estimado que seriam necessários 400 mil euros para as "reparações necessárias para tornar o edifício novamente funcional", como estava em 27 de janeiro, "mas corrigindo alguns dos problemas que já se sentiam, como algumas infiltrações".

Iniciadas consultas para um procedimento por ajuste direto, a autarquia recebeu uma proposta, de cerca de um milhão de euros, despesa incomportável para a Câmara assumir neste momento.

"Na Região de Leiria, o mercado [da construção civil] está muito saturado, vamos ver se fora da região conseguimos outros atores que nos façam obra e por preços que sejam mais coadunados com a realidade dos preços que se praticam hoje", afirmou o vereador.

Com este espaço fechado desde janeiro, a programação cultural do município foi transferida para salas de associações locais.

"Houve a utilização de salas de três associações locais e houve alguns espetáculos que foram adiados e agora vamos retomar nuns casos, noutros já não será possível, mas, em vários casos, vamos retomá-los agora na programação do outono", referiu.

Em dezembro de 2025, Sérgio Silva reconheceu que vários espaços culturais da Marinha Grande, como o Museu do Vidro, o Museu Joaquim Correia, o Teatro Stephens ou a Casa-Museu Afonso Lopes Vieira precisavam de intervenção com "muita urgência", antecipando a necessidade de "avultados investimentos nos próximos anos".

O mau tempo do início do ano agravou o estado destes espaços.

"Tivemos a depressão Kristin que introduziu danos enormes em todos eles e as operações que vamos ter de fazer serão ainda muito mais robustas e mais amplas do que aquilo que, inicialmente, tínhamos pensado", admitiu.

O município vai "ter agora que fazer operações no sentido de repor a capacidade física dos equipamentos".

"Nesse processo de reabilitação vamos ter de também realizar obras que melhorem substancialmente a qualidade dos equipamentos, que era aquilo que tínhamos pensado anteriormente", disse, acrescentando que há "duas tipologias de obras, uma para repor e reforçar a capacidade estrutural dos edifícios, e outra para lhes dar novas qualidades e novas funções".

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