Entrevista
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Tom Burgis: “Num massacre, na Nigéria, vi bebés queimados”

Tom Burgis: “Num massacre, na Nigéria, vi bebés queimados”
Vanda Marques 12 de setembro

Tom Burgis, jornalista premiado do Financial Times, explica como se lava dinheiro sujo nos bancos europeus. Em 2010, após investigar uma chacina em África percebeu que a corrupção está no centro de tudo.

O que é que um massacre na Nigéria tem a ver com milhões de euros em bancos suíços? Mais do que possamos pensar. Quando Tom Burgis, jornalista do Financial Times, viu os cadáveres de mulheres, crianças e bebés em 2010 assassinados de forma brutal foi investigar. Descobriu que por trás estava a corrupção e que este era mais um exemplo de como as cleptocracias ameaçam o mundo ocidental. No seu livro mais recente, Cleptopia, desvenda todos os esquemas usados e contou com uma ajuda preciosa – um ex-funcionário de um banco suíço que denunciou tudo.

Como conheceu Nigel Wilkins, que denunciou a lavagem de dinheiro no banco suíço BSI?
Estava num debate sobre corrupção – a propósito do meu livro A Pilhagem de África – e no fim do evento, um homem na casa dos 50, a ficar careca, de óculos, levanta a mão e diz: “Trabalhei num banco suíço e posso garantir-lhe que vi acontecer essas coisas.” Era o Nigel Wilkins e, no fim do evento, começamos a conversar e combinámos um almoço. Passámos a almoçar juntos e ele explicou o que faziam os bancos suíços.

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