Entrevista
Dirk Niepoort

"O vinho do Porto é especial. A banalização pode matá-lo"

Rita Bertrand 12 de fevereiro

A vida de Dirk Niepoort mistura-se com a do Douro. Faz parte da quinta geração de uma família holandesa que ali chegou há dois séculos.

A ideia de um serão divertido, para Dirk Niepoort – 56 anos, sempre de crocs nos pés e colete "porque os casacos prendem os movimentos", mesmo entre engravatados – é pôr um disco dos Rolling Stones a tocar e ir abrindo garrafas.


"Sem passar da conta", alerta de imediato, avisando que é comedido. Já não lhe acontece beber demais desde a passagem de ano de 2012, como nos confidenciou na adega de Vila Nova de Gaia, onde estagiam vinhos com um, 10, 100 e até 150 anos – como o Porto que tirou do pipo e provou, e deu a provar – sublime –, antes desta entrevista.


Entretanto, já em 2021, o seu Vintage 2017, pontuado com a nota máxima pela Wine Advocate, a revista do influente crítico Robert Parker, foi eleito o melhor vinho fortificado do mundo, naquele que é considerado o maior concurso internacional da área, o Best Wine of The World.

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