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Substituir a Huawei vai levar ao colapso das redes, avisam as operadoras

Negócios 15 de fevereiro de 2026 às 15:27

Operadoras de telecomunicações de toda a Europa enviaram uma carta à presidente da Comissão Europeia a alertar para os riscos de as forçar a retirarem tecnologia da empresa chinesa das suas redes.

As operadoras de telecomunicações europeias estão contra a intenção da Comissão Europeia de as forças a removerem tecnologia chinesa das suas redes. Enviaram uma carta à presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, a manifestar a oposição, com um alerta: as redes podem “colapsar”.
telecomunicações, GettyImages
Muitas operadoras europeias utilizaram tecnologia chinesa no desenvolvimento das suas redes, nomeadamente as de 5G. A Huawei foi, em muitos casos, a empresa escolhida, seja pela tecnologia, seja pelo fator custo. Agora, à luz da Lei da Cibersegurança, terão de substituí-la. A Huawei é classificada pela União Europeia como um fornecedor de “elevado risco”, razão pela qual exige que as operadoras a retirem das redes. As operadoras dizem que a “substituição em larga escala” não pode ser alcançada “sem interromper a qualidade e a disponibilidade do serviço durante e após o período de transição”.
O alerta das operadoras, deixado numa carta enviada a 10 de fevereiro, de acordo com o Politico, é de que poderá haver um colapso nas redes europeias caso sejam forçadas a cumprir com esta decisão. “É um ato de autossabotagem para a Europa desviar recursos escassos — investimentos e pessoas — para um exercício de substituição completa quando a Europa precisa de acelerar para apanhar os seus pares globais”, refere a carta do GSMA e do Connect Europe. A Meo é membro deste último grupo. A proposta de revisão da Lei da Cibersegurança "vai além das preocupações de segurança e não tem em conta o ciclo de investimento do setor, o que significa que todos os setores da economia pagarão o preço", criticam as operadoras. A estimativa da UE é de que o custo de substituir a Huawei varia entre os 3,4 e os 4,3 mil milhões por ano, durante três anos. As operadoras dizem que os valores estão “muito subestimados”, alertando que a Lei da Cibersegurança não prevê qualquer tipo de compensação.
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