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Preço do petróleo desce mais de 5% com perspetiva de acordo EUA-Irão

Lusa 27 de julho de 2026 às 07:20

Investidores aliviados após duas noites sem ataques norte-americanos contra o Irão.

Os preços do petróleo registam uma descida de mais de 5% na abertura dos mercados asiáticos, com os investidores aliviados após duas noites sem ataques norte-americanos contra o Irão e a perspetiva de novas negociações entre as partes.

Petrolífera em Cuba Foto AP/Desmond Boylan

O preço do barril de Brent do Mar do Norte, referência internacional para o preço do petróleo, registava uma queda de 5,58%, para 91,38 dólares.

O seu equivalente norte-americano, o barril de WTI, recuava 5,46%, para 84,43 dólares.

Segundo o embaixador de Washington nas Nações Unidas (ONU), Mike Waltz, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está a deixar uma "margem" para negociações com Teerão.

Em declarações aos meios de comunicação social norte-americanos, o representante diplomático afirmou que as negociações continuam, sublinhando, no entanto, que o chefe de Estado norte-americano não tinha desistido da nova escalada com que ameaçou a República Islâmica.

Após duas semanas de bombardeamentos levados a cabo pelos Estados Unidos no Irão, não foram registados novos ataques desde sexta-feira à noite.

"Como a nossa estratégia se baseia essencialmente na retaliação, também suspendemos as nossas operações", reagiu o porta-voz do exército iraniano, Mohammad Akraminia.

O mercado manifesta assim esperança numa trégua que permita o regresso da navegação no estreito de Ormuz, atualmente praticamente bloqueado e sob controlo iraniano.

Esta passagem estratégica permite, normalmente, o transporte de um quinto do petróleo e do gás liquefeito consumidos diariamente em todo o mundo.

Um segundo motivo de preocupação surgiu no mercado com o bloqueio marítimo dos portos sauditas, decidido pelos rebeldes huthis do Iémen, apoiados pelo Irão.

Desde o início do conflito no Médio Oriente, o mar Vermelho tinha-se tornado uma via fundamental para a exportação de barris de hidrocarbonetos do Golfo.

O memorando de entendimento assinado a 17 de junho por Washington e Teerão tinha permitido uma queda acentuada dos preços, com o Brent a ser negociado, na altura, pouco acima dos 70 dólares.

O aumento da tensão em julho provocou uma nova subida acentuada dos preços.

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