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OE2026: Estado passa de excedente a défice de 213 ME até junho

Lusa 31 de julho de 2026 às 16:06

Dados são da Entidade Orçamental, que esta sexta-feira publicou uma síntese de execução orçamental.

O Estado registou um défice de 213 milhões de euros na primeira metade do ano, o que evidencia um decréscimo de 2.230,4 milhões de euros face ao período homólogo, foi anunciado.

Matthias Balk

"O saldo global das Administrações Públicas, em termos homólogos, decresceu 2.230,4 milhões de euros, o que resultou do comportamento do saldo da Administração Central, com uma diminuição de 3.668,4 milhões de euros (-2.300,8 milhões de euros sem o efeito dos pagamentos para regularização de dívidas do SNS)", lê-se na síntese de execução orçamental, esta sexta-feira divulgada pela Entidade Orçamental (antiga DGO - Direção-Geral do Orçamento).

Em junho, o Estado registou assim um défice de 213 milhões de euros.

De acordo com o documento, os restantes subsetores tiveram uma evolução positiva no período em análise, tendo em conta a melhoria nos saldos da Segurança Social (+1.015,5 milhões de euros), da Administração Local (+358,8 milhões de euros) e da Administração Regional (+63,6 milhões de euros).

Entre janeiro e junho, os saldos global e primário da Administração Central e da Segurança Social foram de, respetivamente, 1.147,8 milhões de euros e de 2.893,2 milhões de euros, o que corresponde a descidas, também respetivas de 2.652,8 milhões de euros e 2216,3 milhões de euros.

Na Administração Regional o saldo foi negativo em 128,7 milhões de euros, o equivalente a um aumento homólogo de 63,6 milhões de euros.

Já na Administração Local, o saldo ascendeu a 1.063,9 milhões de euros, superior em 358,8 milhões de euros relativamente ao mesmo período do ano anterior.

No primeiro semestre, a despesa consolidada teve um agravamento de 11,3% e a despesa primária uma subida de 11,2%.

"Expurgada do efeito dos pagamentos para regularização de dívidas do SNS e da despesa efetiva no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), a despesa aumentou 7,6% e a despesa primária 7,3%, sustentada, especialmente, na evolução das transferências correntes, particularmente os encargos relativos a pensões e com a contribuição financeira para o orçamento da União Europeia", explicou.

Em particular, a despesa com pessoal teve uma progressão de 6,3%, justificada, em grande parte, pelas medidas de valorização salarial, como a atualização da remuneração dos trabalhadores em funções públicas e da retribuição mínima mensal garantida.

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