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CEO da Nos acusa Marcelo de "insensibilidade e desumanidade"

Negócios 04 de fevereiro de 2026 às 17:02

Miguel Almeida diz que o Presidente da República "está mal informado" da situação que se passa no terreno, uma vez que as centenas de trabalhadores destacados estão desde 28 de janeiro a trabalhar na reposição das comunicações.

O CEO da Nos respondeu ao Presidente da República, perante a demora na reposição das telecomunicações, que ainda está em curso. Miguel Almeida não gostou do tom acusatório do Presidente da República e garante que este "está certamente muito mal informado", acusando-o de "insensibilidade" perante quem está a tentar recuperar as redes. 
"O senhor Presidente da República está certamente muito mal informado", começa por dizer Miguel Almeida, numa resposta ao Negócios. "As suas declarações demonstram uma profunda insensibilidade e desumanidade face às centenas de homens e mulheres que desde quarta-feira passada [28 de janeiro] estão dia e noite a recuperar da maior destruição de redes de comunicações já vista em Portugal", sublinha o CEO.
As suas declarações demonstram uma profunda insensibilidade e desumanidade face às centenas de homens e mulheres que desde quarta-feira passada estão dia e noite a recuperar da maior destruição de redes de comunicações já vista em Portugal Miguel Almeida 
CEO da Nos
Miguel Almeida reitera que as palavras de Marcelo Rebelo de Sousa não coincidem com a realidade, uma vez que as empresas de comunicações enviaram, de imediato, centenas de trabalhadores para recuperar as redes de telecomunicações. O cenário com que os trabalhadores se depararam no terreno, sabe o Negócios, foi considerado devastador, com vários postes caídos nas estradas ao longo de dezenas de quilómetros.  O Presidente da República vincou que "as [operadoras de] comunicações portaram-se mal". "Ficou tudo sem comunicações", reiterou Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas, apontando que se verificaram melhorias quando comparado com a altura dos incêndios, em que a rede se desligou quase instantaneamente. O Presidente da República recordou também a ida a uma escola no município de Ourém, em que "60% a 70% dos alunos puseram o dedo no ar" quando foi colocada a questão de quem ainda não tem as telecomunicações restabelecidas.
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