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ANA atualiza custo do novo aeroporto de Lisboa para 7,9 a 8,9 mil milhões

Negócios 22 de julho de 2026 às 12:19

O relatório técnico entregue ao Governo prevê que o início da construção do Luís de Camões aconteça em 2029 e que se estenda até 2033, de forma a que possa entrar em operação a partir de 2035.

A ANA – Aeroportos de Portugal estima que a construção do novo aeroporto de Lisboa seja entre 7,9 mil milhões e 8,9 mil milhões de euros, a preços de 2024. Esse é o valor referido no projeto técnico do novo aeroporto, entregue ao Governo no passado dia 16, e hoje apresentado em Lisboa.

Bruno Colaço

No relatório inicial que desencadeou o processo de construção do novo aeroporto, a ANA tinha apontado 8,5 mil milhões de euros, a preços de 2023, para a sua construção. O custo agora estimado tem em conta por um lado a inflação registada neste período, mas descontada de otimizações decididas após a consulta feita aos stakeholders.

O relatório técnico agora apresentado prevê também que o início da construção do Luís de Camões aconteça em 2029 e que se estenda até 2033, de forma a que possa entrar em operação a partir de 2035. Inicialmente, recorde-se, a ANA tinha apontado o final de 2036 ou início de 2037 para a entrada em funcionamento da infraestrutura.

O projeto do aeroporto Luís de Camões prevê duas pistas na fase inicial, 64 portas de embarque, 72 pontes de embarque em contacto e um terminal de passageiros com cerca de 500 mil m².

A infraestrutura tem prevista uma capacidade para 56 milhões de passageiros por ano no ano de abertura, mas poderá chegar até 85 milhões. Segundo o CEO da ANA, Thierry Ligonnière, foi também "concebido para integrar tecnologia avançada, eficiência operacional e critérios de sustentabilidade ambiental para ser um edifício Net Zero".  

Para assegurar o desenvolvimento atempado do novo aeroporto, o secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Espírito Santo, salientou, na apresentação, que o Governo está também a avançar com um conjunto de ações preparatórias essenciais à sua construção e futura operação. Em causa, disse, está a desmilitarização do Campo de Tiro de Alcochete, que será libertado da área destinada ao novo aeroporto até 2029, assim como a reestruturação do espaço aéreo, de forma a compatibilizar a operação do NAL com o restante tráfego aéreo civil e militar nacional, e o planeamento das infraestruturas como sistemas de abastecimento de água, combustível, energia elétrica e telecomunicações.

Simultaneamente, disse, está a ser desenvolvida uma nova rede de acessibilidades. O aeroporto Luís de Camões será servido por uma ligação ferroviária de alta velocidade, com um serviço shuttle direto ao centro de Lisboa em cerca de 20 minutos, através da terceira travessia do Tejo, disse. Ao nível rodoviário, contará com uma rede desenhada de raiz, incluindo mais de 250 quilómetros de novas vias e mais de 50 quilómetros de requalificação e melhoria da rede existente.


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