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Quase todos os recifes de coral podem desaparecer em 50 anos

Em 2075, quase todos os recifes de coral em águas superficiais podem estar extintos. Segundo os cientistas, o problema está no aumento das temperaturas das águas marinhas.

Todos os recifes de coral em águas superficiais, espalhados por todo o mundo, encontram-se no nível mais elevado de ameaça de extinção. Em 50 anos, por volta de 2075, cerca de 96% desses corais podem desaparecer devido às alterações climáticas, revela um novo estudo. 

O maior recife de coral, na Austrália, também corre perigo
O maior recife de coral, na Austrália, também corre perigo Australian Institute of Marine Science / AP

O aumento da temperatura global é a maior ameaça para a sobrevivência dos recifes de coral a nível mundial. Estes ecossistemas estão espalhados por 127 ecoregiões tropicais e subtropicais, em cerca de 188.362 km2 de área marinha por todo o globo.

O aquecimento dos oceanos e ondas de calor marinhas estão a contribuir para o branqueamento (fenómeno que acontece quando um coral expele as pequenas algas que vivem nos seus tecidos) em massa dos corais, o que faz escalar a mortalidade destes com maior frequência. O recife de coral fica arruinado quando perde as características que o definem, como a fauna e flora que neles habitam.

"Os corais apoiam um quarto de todas as espécies marinhas e servem como um dos primeiros sinais de aviso sobre qual é o estado dos oceanos. O seu declínio está a privar inúmeras espécies do alimento, abrigo e locais de reprodução de que dependem, ao mesmo tempo que ameaça a segurança e o sustento das comunidades costeiras", afirma Dr. Grethel Aguilar, diretora União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), numa . "Os recifes de coral são um dos sinais vitais mais claros de um oceano saudável", acrescenta.

Ao ficarem arruinados, o impacto faz-se sentir em grande parte da vida marinha. Afeta cadeias alimentares, desde os pequenos invertebrados, até ao peixes de coral, tartarugas e tubarões. Também o turismo e a economia sentem as represálias.

 A diretora do UICN assume que a comunidade científica sabe o que é necessário fazer para evitar este acontecimento. É preciso "uma redução ambiciosa de emissões, uma proteção mais forte, esforços de recuperação, e investimento em ecossistemas resilientes pela costa e pelas comunidades marinhas", avisa a Dr. Grethel Aguilar.

"Proteger os recifes e os benefícios destes é crítico para o ser humano e a biodiversidade, uma vez que a mudança global drástica nos sistemas de coral vai impactar milhões de pessoas que dependem deles direta e indiretamente", revela Emily Nicholson, líder do Grupo Temático da Lista Vermelha de Ecossistemas na Comissão de Gestão de Ecossistemas da UICN, também em comunicado.

Segundo um , também pela UICN, relatou que cerca de 44% das espécies construtoras de recifes de coral enfrentam um risco elevado de extinção devido às alterações climáticas. Também em 2025, a Iniciativa Internacional de Recifes de Coral (IIRC) revelou que cerca de .

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