"Falar da comunicação deste governo é falar de um defunto", defende Rui Baptista
Em debate estiveram as recentes declarações de André Ventura, que classificou o ministro da Administração Interna, Luís Neves, como "gangster", bem como o desempenho da comunicação do Governo liderado por Luís Montenegro.
Maria Henrique Espada, diretora executiva da revista SÁBADO, Raul Vaz, analista político, e Rui Baptista, editor da agência Lusa, estiveram em análise política no NOW esta segunda-feira.
Em debate estiveram as recentes declarações de André Ventura, que classificou o ministro da Administração Interna, Luís Neves, como "gangster", bem como o desempenho da comunicação do Governo liderado por Luís Montenegro.
Sobre as declarações do líder do Chega, Maria Henrique Espada desvalorizou o tom utilizado, afirmando que André Ventura "faz de propósito e isto faz parte do soundbite".
A diretora assinalou ainda que pressionar pedidos de demissão junto do Presidente da República não se afigura como a melhor estratégia política.
Por seu lado, Rui Baptista criticou a eficácia comunicacional do executivo, sublinhando que "falar da comunicação deste governo é falar de um defunto". O editor da Lusa apontou falhas de timing e uma centralização excessiva no Primeiro-Ministro, notando que, perante o silêncio de Luís Montenegro, o Governo acaba por ser afetado pela "doença da barata tonta".