INEM recebeu 153.233 chamadas, o que representa um aumento de 7,7% face a julho de 2025. Entre as situações mais frequentes encontram-se a desidratação, a exaustão e o golpe de calor, bem como o agravamento de doenças crónicas.
O mês de Julho superou os meses de inverno e foi o que registou em 2026 o maior número de chamadas para o INEM, com mais de 153 mil contactos, valores que o instituto associa ao calor.
O INEM recebeu 153.233 chamadas em julho, um aumento de 7,7% face a julho de 2025Direitos Reservados
As 153.233 chamadas registadas pelos Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) representam um aumento de 7,7% face a julho de 2025, com mais 10.933 contactos de emergência, quando o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) atendeu 142.300 chamadas.
Julho superou também janeiro deste ano como mês com mais chamadas para o INEM, quando foram registadas 144.401 chamadas, um aumento de 6,1%.
Durante o mês de julho deste ano, foram atendidas, em média, 4.943 chamadas por dia e houve sete dias com mais de cinco mil chamadas diárias atendidas.
"Embora não seja possível quantificar diretamente as chamadas relacionadas com o calor, uma vez que os sintomas associados às temperaturas elevadas podem enquadrar-se em diferentes protocolos de triagem clínica, o INEM tem registado um aumento da procura associado aos efeitos do calor na saúde da população. Entre as situações mais frequentes encontram-se a desidratação, a exaustão e o golpe de calor, bem como o agravamento de doenças crónicas", refere o comunicado do INEM.
Sublinhando que idosos, crianças e doentes crónicos estão entre os mais vulneráveis aos efeitos adversos do calor extremo, o INEM reforça as recomendações das autoridades de saúde para hidratação adequada, permanência em locais frescos, entre outras.
As temperaturas elevadas, ausência de chuva e alargamento da situação de seca "podem agravar os efeitos do calor na saúde da população e contribuir para uma maior procura dos serviços de emergência médica", recorda o INEM, que ainda assim apela a uma "utilização responsável", apenas em situações de emergência, do número 112.
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