Secretário-geral do PS respondeu à crítica do também socialista João Galamba.
O secretário-geral PS afirmou este sábado que dentro das famílias as pessoas não concordam todas e voltou a defender o IVA zero para o cabaz alimentar, medida criticada pelo socialista João Galamba, que a considerou desadequada.
José Luís Carneiro participa na `rentrée´ política da Federação Distrital do Porto do PSPaulo Cunha / EPA
"Isto é como dentro da nossa família: nós não concordamos todos uns com os outros, mas depois de tomadas as decisões têm de ser assumidas. Eu percebo a preocupação do meu camarada João Galamba, que é garantir que o país também acelera o investimento nas energias renováveis (...) Mas enquanto há essa prioridade, nós temos de responder às famílias, que é isso que é muito importante", afirmou José Luís Carneiro.
O socialista, que falava aos jornalistas à margem da `rentrée´ política da Federação Distrital do Porto do PS, respondia às declarações do ex-Secretário de Estado da Energia e do Ambiente João Galamba que afirmou, em entrevista à SIC, não concordar com a medida do IVA Zero no cabaz alimentar, que considerou não ser o "caminho adequado".
No Jardim do Senhor do Padrão, em Matosinhos, José Luís Carneiro voltou a defender as medidas propostas pelo PS como forma de "responder às famílias", através da aplicação do IVA Zero para o cabaz alimentar e a sua redução nos combustíveis.
"No caso dos combustíveis, [a redução] é via ISP, porque é a via que nós já adotámos em 2022, quando, por exemplo, também estava o Dr. João Galamba no Governo e aprovou estas medidas", atirou o líder partidário.
Sobre as acusações proferidas pelo líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, que acusou o secretário-geral do PS de defender uma política económica de resposta à crise a "pensar nas sondagens", José Luís Carneiro voltou a recordar que se tratam de medidas também anteriormente defendidas pelos sociais-democratas quando eram oposição: "quer o ministro das Finanças, quer Luís Montenegro, propuseram que António Costa reduzisse o IVA sobre os combustíveis de 23% para 6%".
José Luís Carneiro discursou ainda no encerramento da 'rentrée', momento em que acusou o Governo de não compreender os desafios atuais que o país enfrenta e de ser "insensível e incapaz".
"Portugal tem hoje um Governo que não consegue compreender as dificuldades que enfrenta a economia, que enfrentam as empresas, que enfrentam as famílias e que enfrentam as instituições. Um Governo insensível e incapaz", criticou.
O socialista acusou o Governo de ter demonstrado recorrentemente "incompetência para responder aos momentos das crises".
Carneiro considerou que o Governo liderado pelo Luís Montenegro "foi incapaz de responder à crise do apagão, foi incapaz de responder à crise dos incêndios de 2025 e foi incapaz, impreparado, para responder à crise das tempestades que os nossos autarcas tiveram que enfrentar com os escassos meios".
"Este governo insensível preferiu ter um primeiro-ministro a acompanhar o futebol, do que ter um primeiro-ministro quando foi determinado o estado de situação de emergência e de alerta no país com os incêndios florestais", atirou, relembrando também "o caos" dos exames nacionais.
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