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Dinamarca reforça capacidade militar e alarga serviço militar obrigatório às mulheres

Marta RodriguesLusa 04 de agosto de 2026 às 08:31

A medida surge na sequência das crescentes "ameaças" e "instabilidade internacional", segundo o exército dinamarquês.

Arrancou esta segunda-feira o programa de serviço militar obrigatório, na Dinamarca, que, pela primeira vez, inclui também mulheres. Com duração de 11 meses (um alargamento dos prévios quatro meses), a medida integra um plano de reforço da capacidade militar do país, motivado pela crescente instabilidade internacional. No total, são cerca de 1.600 recrutas, alocados em vários centros militares.  

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Serviço militar obrigatório na Dinamarca arrancou esta semana
Foto: Bo Amstrup/Ritzau Scanpix via AP
Serviço militar obrigatório na Dinamarca arrancou esta semana
Foto: Bo Amstrup/Ritzau Scanpix via AP
Princesa dinamarquesa Isabella, de 19 anos, também iniciou o serviço militar obrigatório
Foto: Bo Amstrup/Ritzau Scanpix via AP

Em comunicado, o exército dinamarquês sublinhou a necessidade de expandir e reforçar o serviço militar devido à nova realidade "em que as ameaças e a segurança são mais dinâmicas e complexas do que nunca". O chefe do programa de recrutamento, Kenneth Strom, citado na nota de imprensa, explicou que a “extensão do serviço permite utilizar os recrutas em novas funções dentro das capacidades operacionais, o que contribui para a criação de uma força de combate maior e mais ágil”. 

Os recrutas passarão os primeiros cinco meses a receber formação básica e depois farão a transição para o serviço operacional dentro do Exército. Na segunda parte do serviço militar, os recrutas podem ser destacados para desempenhar funções na Dinamarca, incluindo o território autónomo da Gronelândia, para a missão da NATO na Letónia ou integrados na Marinha. 

Com o alargamento do serviço militar obrigatório a ambos os sexos, a princesa dinamarquesa Isabella, de 19 anos, foi uma das jovens que iniciou o programa.  

Em 2024, o Governo dinamarquês propôs alargar o serviço militar de quatro para 11 meses e torná-lo obrigatório também para as mulheres, à semelhança do que já acontece noutros países nórdicos, como a Noruega e a Suécia, justificando a medida com o agravamento da situação de segurança na Europa provocado pela guerra na Ucrânia. 

A data de implementação da nova reforma foi antecipada um ano e o objetivo a médio prazo é aumentar o número anual de recrutas de 4500 para 6500. 

Cerca de um quinto dos recrutas que iniciaram o serviço militar este ano são mulheres, informou o exército dinamarquês. 

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