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Carris apresenta esta segunda-feira solução para futuro equipamento na Calçada da Glória

Lusa 31 de agosto de 2026 às 08:00

Acidente no elevador da Glória completa um ano na quinta-feira.

A Carris vai apresentar esta segunda-feira a solução para o futuro elevador da Glória, em Lisboa, a poucos dias de se cumprir um ano do acidente que provocou 16 vítimas mortais e 24 feridos de várias nacionalidades.

Elevador da Glória, em Lisboa, após perícia da PJ Direitos Reservados

"A sessão dará a conhecer a estratégia que está a ser desenvolvida para este espaço emblemático, assente na conciliação entre segurança, engenharia, espaço público, experiência de utilização e património, preservando a identidade e a relação histórica do ascensor com a Calçada da Glória e com a cidade", informou a Carris, em comunicado.

A apresentação da "solução e os conceitos técnicos subjacentes ao projeto do futuro ascensor da Glória" está marcada para as 16:00, no Auditório da Ordem dos Engenheiros, em Lisboa.

O descarrilamento do elevador da Glória ocorreu em 03 setembro de 2025 e, na sequência do acidente, o executivo municipal de liderança PSD/CDS-PP/IL anunciou a constituição de uma equipa de missão para estudar um novo sistema tecnológico do futuro elevador da Glória, com representantes do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), da Ordem dos Engenheiros e do Instituto Superior Técnico.

Em 26 de junho, numa reunião entre os vereadores da oposição e a administração da Carris, a empresa responsável pelo elevador da Glória revelou que pretende alterar integralmente aquele equipamento, bem como o do Lavra, para um sistema atual e certificado, abandonando os funiculares históricos centenários de Lisboa, conforme noticiou a Lusa na ocasião.

"Foi transmitida a perspetiva da administração sobre a reativação dos elevadores históricos de Lisboa atualmente encerrados: os elevadores da Glória e do Lavra serão integralmente alterados para um sistema atual e certificado, abandonando os funiculares históricos que faziam parte, há mais de um século, da nossa cidade", adiantou então o Livre em comunicado.

Naquele mesmo encontro, o presidente da Carris, Rui Lopo, que assumiu o cargo em janeiro, falou também com os vereadores sobre o "futuro sem elevadores classificados e informou que a cidade vai ficar muitos anos sem os seus elevadores a funcionar", sem avançar prazo para a sua reabertura.

O Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF) informou, entretanto, que o relatório final sobre o acidente não ficará concluído em setembro, como previsto, devido à complexidade das peritagens técnicas, prevendo-se agora a publicação até "final do primeiro trimestre de 2027".

Já a Fidelidade, seguradora da Carris, revelou que assumiu até ao momento custos no total de 2,3 milhões de euros, incluindo despesas relacionadas com o acidente, quatro acordos de indemnização a famílias de vítimas mortais, serviços funerários, repatriamentos, consultas, tratamentos, internamentos, intervenções cirúrgicas, reabilitação, transportes, salários perdidos, entre outros.

Salientando a "especial complexidade" que revestiu algumas das situações, a Fidelidade afirmou que a conclusão dos processos "depende, essencialmente, da estabilização clínica das vítimas, da obtenção dos elementos necessários à avaliação dos danos e, nos processos indemnizatórios, do acordo entre as partes".

Ao longo dos últimos meses, a oposição à governação PSD/CDS-PP/IL tem criticado a falta de informação e respostas sobre o acidente com o elevador da Glória, com a vereação do PS a acusar Carlos Moedas de adotar "uma espécie de tática de amortecimento para não se falar disto, para ver se as pessoas esquecem".

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