Técnicos do INEM rejeitam críticas e dizem que sempre estiveram "na linha da frente"
Presidente do INEM fez criticas à postura dos técnicos durante a greve de 2024, que considerou ter tido uma "vertente ética e deontológica gravíssima".
Presidente do INEM fez criticas à postura dos técnicos durante a greve de 2024, que considerou ter tido uma "vertente ética e deontológica gravíssima".
Os técnicos de emergência pré-hospitalar do INEM são, no entanto, "livres" de aderir à paralisação geral de quinta-feira.
Tem acontecido sobretudo na Área Metropolitana de Lisboa.
Os técnicos de emergência pré-hospitalar decidiram esta sexta-feira que vão aderir à greve geral agendada para 11 de dezembro.
Segundo concluiu o inquérito, o "contacto para a linha 112, só foi feito passado 21 minutos depois da vítima ter sido encontrada inconsciente e sem respirar".
Segundo as conclusões do relatório, as probabilidades de sobrevivência deste homem, de 90 anos, "seriam semelhantes, mesmo em condições otimizadas". Nesse dia houve duas greves do INEM.
Esta terça-feira, depois de as conclusões do relatório serem avançadas pelo jornal Público, o Governo reagiu à auditoria e considerou que as conclusões reforçam a necessidade "urgente e prioritária" do INEM.
"Perante a gravidade da situação e a ausência de reformas estruturais, reitera-se publicamente o pedido de demissão do Presidente do Conselho Diretivo do INEM ", refere a ANTEM.
A inspeção da Saúde diz que a população tem de saber que quando desliga uma chamada de socorro, por não ter sido atendida, e efetua novas, está a abrir mais ocorrências, o que afeta vários meios dispersa o tratamento do caso.
Na área da formação, a IGAS já tinha concluído que havia técnicos de emergência pré-hospitalar no INEM que ingressam na carreira sem ter os requisitos necessários.
Novos técnicos já assinaram o contrato e tiraram "as medidas para o fardamento". A formação arranca no dia 21.
Segundo o Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH), implica um aumento de €256 já a partir de janeiro.
Sérgio Janeiro foi ouvido na Comissão de Saúde, a pedido do PS e do Chega sobre a situação do INEM, nomeadamente a gestão das greves que estão a ser associadas à morte de 11 pessoas.
"Queremos ver a carreira reformulada, bastante mais atrativa, para podermos atrair mais técnicos e também uma valorização salarial que permita ser cativante, assegurou dirigente sindical.
Em declarações aos deputados da comissão parlamentar de saúde, Rui Gonçalves apontou ainda o transporte de grávidas e recém-nascidos, lembrando que este transporte secundário "não é o 'core' do INEM".
Ana Paula Martins referiu abertura do concurso para presidente do Instituto Nacional de Emergência Médica e diz que atual líder se vai recandidatar.