Novos concursos de professores serão mais simples e transparentes
"O processo de colocação é complexo, é pouco transparente", afirmou o ministro da Educação.
"O processo de colocação é complexo, é pouco transparente", afirmou o ministro da Educação.
Alguns desses docentes chegam a gastar "250 euros mensais em combustível" para chegar ao local de trabalho.
O ministro da Educação apresentou às 12 organizações sindicais que representam os professores a proposta de alteração ao apoio atribuído a professores deslocados.
A partir de abril as penas contra agressores de professores será agravada, medida elogiada pelo SIPE. À SÁBADO uma professora conta como foi agredida e como este episódio impactou toda a sua vida.
O Ministério da Educação, Ciência e Inovação recebeu hoje os sindicatos para continuar as negociações sobre a recuperação dos seis anos, seis meses e 23 dias de tempo de serviço dos professores com diferentes contrapropostas em cima da mesa.
A equipa liderada pelo ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, recebeu cinco estruturas sindicais que apresentaram as suas reivindicações para o setor.
Cerca de três semanas após o arranque do ano letivo, docentes e educadores voltam a parar para exigir a contabilização integral do tempo de serviço congelado: Seis anos, seis meses e 23 dias.
Professores deixam ainda a promessa de manter a luta no próximo ano letivo, se os problemas se mantiverem.
Organizações sindicais dizem que confirmaram as suas "piores expectativas" na reunião técnica, realizada no passado dia 13 de abril, sobre as carreiras docentes.
As organizações sindicais entendem que há "lugar a diligências que as instâncias europeias poderão desenvolver", apesar de considerarem que "os problemas que afetam os professores tenham de ser resolvidos pelas instâncias de poder nacional, designadamente Governo e Assembleia da República".
André Pestana, do STOP, extraiu do parecer, que "o departamento jurídico" do sindicato "está a analisar", que a greve convocada pelo STOP não é abusiva e que "não há factos para dizer que é ilegal".
"O parecer é também claro quando refere que executar a greve nesses termos, e em detrimento dos avisos prévios, afeta a respetiva legalidade do exercício deste direito", acrescenta a nota do ministério.
Ministro já indicou que esta será a última ronda relativa ao novo modelo de recrutamento e colocação de docentes. Greve convocada pelo STOP continua.
No sábado, os professores e funcionários das escolas voltam a participar em mais uma manifestação nacional que se realizará em Lisboa.
Para a Confap, "tem de haver uma estratégia diferenciadora para que os alunos mais prejudicados consigam ter o mesmo nível de aprendizagem, porque há alunos com um impacto zero ou muito próximo de zero e outros em que o impacto foi grave".
É a quarta ronda negocial para a revisão do regime de recrutamento e mobilidade de pessoal docente. Ministro da Educação e secretário de Estado vão sentar-se à mesa com todas as organizações.