Bloco de Netanyahu vence eleições em Israel mas sem maioria para governar
Resultados finais já divulgados pela Comissão Eleitoral Central.
Resultados finais já divulgados pela Comissão Eleitoral Central.
As eleições legislativas de outubro opõem a direita, a extrema-direita e religiosos ultraortodoxos a partidos apostados em derrubar Netanyahu, sem que se vislumbrem alternativas para pôr termo às guerras de Israel.
Se o calendário for cumprido, estas serão as primeiras eleições convocadas na data estabelecida por lei em Israel em cerca de 40 anos.
O anúncio ocorre após vários meios de comunicação israelitas noticiarem que líderes de diversas fações ultra-religiosas já deram indicações aos partidos ultraortodoxos israelitas para retirarem o seu apoio ao governo de Benjamin Netanyahu.
O líder da Unidade Nacional, Benny Gantz, e o seu parceiro Gadi Eisenkot abandonaram o Gabinete de Guerra devido a divergências com o primeiro-ministro israelita.
A lei faz parte da controversa reforma judicial que Netanyahu e os seus parceiros ultra-ortodoxos e ultranacionalistas estão a fazer passar no parlamento com o objetivo de reforçar os poderes do executivo perante o judicial. Eclodiram protestos no país.
Ao abrigo da nova lei, apenas uma maioria de três quartos dos votos dos ministros do governo, seguida da ratificação pela mesma proporção de deputados (pelo menos 90), pode forçar um primeiro-ministro a tirar uma licença temporária, e apenas por razões de saúde mental ou física. Netanyahu está a ser julgado por corrupção.
Benjamin Netanyahu voltou a não conseguir uma maioria no parlamento israelita. O atual primeiro-ministro está a enfrentar um caso de corrupção.
O atual primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, e o líder da oposição, Beny Gantz, não conseguiram maioria.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, agradeceu esta terça-feira aos eleitores por o terem reconduzido no cargo, apesar de o seu partido ter registado uma queda acentuada de votos.