Sindicatos acusam bancos de ganância por manterem proposta de aumentos de 2%
"Não há desculpa para tal insensibilidade e ganância", afirmam os sindicatos, que recordam que o setor tem tido significativos lucros.
"Não há desculpa para tal insensibilidade e ganância", afirmam os sindicatos, que recordam que o setor tem tido significativos lucros.
Em causa estão mais de 50 mil pensionistas. Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Nuno Santos Félix, afirmou que a medida custará ao Estado cerca de 40 milhões de euros.
Sindicalista quer dar mais relevo aos sindicatos que representam os trabalhadores do setor privado e prometeu que a regulação do teletrabalho será uma das suas bandeiras.
Os sindicatos aconselham os trabalhadores a não tomarem qualquer decisão sem contactarem os seus serviços jurídicos.
Os 23 trabalhadores abrangidos pelo despedimento coletivo não aceitaram as condições propostas pelo banco para saírem.
Miguel Maya, presidente executivo do banco, indicou em mensagem que esperava a saída de todos os trabalhadores se desse por negociação, mas que "não foi possível, como se pretendia, concluir este processo exclusivamente pela via negocial".
Manifestação de hoje à tarde, contra despedimentos no setor e ameaças aos trabalhadores, é a primeira forma de protesto. Greve não está fora de hipótese.
Miguel Maya, presidente executivo do BCP, "reuniu-se esta manhã com o Mais Sindicato, o SBC e o SBN para comunicar-lhes a decisão de reduzir o quadro de pessoal".
Miguel Maya disse a possível greve, anunciada pelos sindicatos da banca, não "fomenta divergências", mas sim "convergências" com os representantes dos trabalhadores.
Sindicatos exigem a atualização dos vencimentos e das pensões, com efeitos retroativos a janeiro de 2018.
O Sindicato dos Bancários do Norte fica de fora deste processo que vai unir quatro sindicatos num único de âmbito nacional.
Os sócios dos sindicatos dos bancários do Sul e do Centro decidiram avançar para um processo de fusão num único sindicato, de âmbito nacional, alargado a todos os trabalhadores do sector financeiro, para melhor enfrentar os desafios do futuro.
O SBN receia que o processo de rescisões na Caixa se possa transformar em despedimentos. O sindicato que pertence à Febase teme pela identificação que a própria CGD vai fazer dos "postos de trabalho a suprimir".
Contestam que acordos com lesados do papel comercial permitiam ações contra funcionários.
O Sindicato dos Bancários do Norte está contra o processo de rescisões por mútuo acordo através do qual o Popular espera reduzir 295 postos de trabalho. "É o caminho mais fácil" e usa a "chantagem".
Os sindicatos e o banco liderado por Nuno Amado estão a discutir a revisão do acordo de empresa. Para o BCP, a intenção é "manter adequadamente contida a evolução dos custos de pessoal a curto prazo". Os sindicatos não abrem mão de devolução dos cortes.