A sete meses das eleições, há 31 candidatos ao Eliseu: Le Pen lidera as sondagens nas duas voltas
Édouard Philippe e Jean-Luc Mélenchon disputam o segundo lugar, havendo sondagens que dão vantagem a um e outras ao outro.
Édouard Philippe e Jean-Luc Mélenchon disputam o segundo lugar, havendo sondagens que dão vantagem a um e outras ao outro.
Mélenchon e a Nova Frente Popular ganharam, mas ele não será primeiro-ministro, mesmo tendo o maior grupo parlamentar na coligação. O CV de ex-trotskista, ativista de extrema-esquerda e talvez antissemita é cadastro político. História de um altermundialista nascido em Tânger.
Os que não consideravam assim tão trágica a vitória da extrema-direita, mesmo que não votassem nela, estão agora arrepiados com os resultados do senhor Mélenchon como se isso fosse pior, ou uma mesma coisa. Não é, até porque Mélenchon dificilmente governará.
Que coligação é esta que conseguiu "roubar" o primeiro lugar à extrema-direita na segunda volta? E quem vai governar a França depois deste resultado tripartido?
Sem maioria absoluta de nenhum dos blocos políticos, Macron terá de decidir quem nomear como primeiro-ministro, contando entre os candidatos com Mélenchon e Hollande. Certo é que a vitória da extrema-direita acabou por não acontecer e que a extrema-esquerda se fortaleceu no parlamento.
"Podemos ainda não estar no auge dos populismos", alerta especialista Joana Ricarte, que aponta ainda que os jovens se podem estar a afastar do centro devido ao fenómeno de "permacrisis".
De um total de 250.000 participantes na consulta 37,65% disseram que votarão em branco ou nulo e 28,96% vão abster-se. 33,40% votarão em Macron.
Tem 70 anos e é fundador do partido de esquerda radical França Insubmissa. Mélenchon ficou em terceiro lugar nas eleições presidenciais francesas e agora os seus apoiantes podem fazer a diferença no resultado da segunda volta.
Já trabalhou perto de Hollande, Melénchon e Assange. Desde que escreveu um livro anti-Macron, as ameaças – que vêm da direita à esquerda – subiram de tom. Agora, é advogado no caso Pavlenski.
O advogado, filho de Paulo Branco e que ainda não celebrou 30 anos, já trabalhou perto de Hollande, Melénchon e Assange. Desde que escreveu um livro anti-Macron, as ameaças subiram de tom
Apenas o líder da esquerda Jean-Luc Mélenchon pediu a continuação dos protestos por todo o país.
Desafiando a quebra vertiginosa de popularidade (40% de aprovação) que o coloca como o Presidente francês mais impopular nesta fase do mandato, Emmanuel Macron decidiu avançar com a reforma da legislação laboral. Que preço pagará pela sua "revolução copérnica"?
Apesar de confirmada a maioria absoluta de Macron, o mandato presidencial pode sair fragilizado pela elevada abstenção.
O líder socialista ficou de fora do parlamento para onde era eleito desde 1996 e o candidato presidencial Benoît Hamon seguiu o mesmo caminho. Elevada taxa de abstenção só permitiu apurar três deputados na primeira volta.
A República em Marcha apresentou uma lista ainda incompleta dos candidatos do partido de Macron às legislativas de Junho mas confirmou desde já que Manuel Valls não será candidato do movimento.
Líder da extrema-esquerda francesa foi candidato às eleições presidenciais.