Cerca de 20% das vagas para especialidades médicas ficaram por preencher
A medicina interna foi uma especialidade que registou uma baixa procura, com apenas 50% das vagas preenchidas.
A medicina interna foi uma especialidade que registou uma baixa procura, com apenas 50% das vagas preenchidas.
49% dos profissionais contaram "ter presenciado situações de discriminação praticadas por outros colegas" e 83% ouviram "piadas homofóbicas ou ofensivas no local de trabalho".
FNAM apelou "à participação de todos os médicos, afirmando que a defesa dos direitos laborais é inseparável da defesa da profissão médica e do SNS".
A criação da especialidade de Medicina de Urgência e Emergência, aprovada pela Assembleia de Representantes da Ordem dos Médicos (OM) em setembro do ano passado, é uma medida prioritária do Plano de Emergência e Transformação da Saúde e e entra em vigor na terça-feira.
Entre 2013 e 2022, a taxa de episiotomia em partos vaginais não instrumentados caiu de 63% para 21%, nos hospitais públicos portugueses.
Segundo o relatório do Conselho das Finanças Públicas do total de horas de trabalho suplementar, 36% foram prestados por médicos (6,4 milhões de horas), enquanto os enfermeiros asseguraram 5,6 milhões de horas.
Estudo agrega as horas realizadas de trabalho extraordinário feitas por profissionais de saúde afetos ao SNS e as horas feitas por tarefeiros.
Para Paula Santos as vagas para médicos de medicina geral e familiar que não são preenchidas revelam que há profissionais "que fazem outras opções na sua vida, porque não lhes são garantidas essas condições de desenvolvimento profissional no SNS".
Dos 60 mil médicos do país, "só 31 mil é que estão no SNS e, destes, 10 mil são médicos internos, em formação", adianta a FNAM.
Ordem considera que o Hospital Amadora-Sintra está sem condições para assegurar a formação dos profissionais.
"É um acordo faseado até 2027 e que permite a reposição do poder de compra e que visa fortalecer o Serviço Nacional de Saúde e garantir melhores condições de trabalho para os médicos", salientou dirigente sindical.
Poucos professores aposentados a regressarem ao ativo e a baixa adesão à especialidade de Medicina Geral e Familiar, mostram que as medidas apresentadas não estão a surtir o efeito desejado. Sindicatos defende outras soluções.
O concurso para a área de especialização do Internato Médico esgotou os lugares na maioria das outras especialidades.
"Exigimos uma negociação séria e competente, na defesa da saúde da população, que não pode continuar refém de um Ministério descredibilizado perante os médicos e os utentes", refere a FNAM.
"Embora 79% dos inquiridos reportem que voltariam a escolher a mesma especialidade, apenas 64% voltaria a escolher Medicina", revela Inquérito de Satisfação do Internato Médico.
A presidente da Fnam voltou a afirmar que o "único responsável" por esta jornada de luta é a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, que "nada fez para resolver o problema da falta de médicos no Serviço Nacional de Saúde (SNS)".