Parte 3: As últimas aventuras dos poemas quase perdidos da mãe de Fernando Pessoa
Os derradeiros dias de Pessoa com a mãe, a dama de companhia que guardou os papéis de Flores Singelas e o seu esquecimento, durante anos, no espólio de Natália Correia
Os derradeiros dias de Pessoa com a mãe, a dama de companhia que guardou os papéis de Flores Singelas e o seu esquecimento, durante anos, no espólio de Natália Correia
BSS e MST são personalidades acima das criaturas vulgares, que destoam da mentalidade à sua volta e sobressaem no deserto de ideias em que nos encontramos. Pertencem à casta dos grandes intelectuais desobedientes e incómodos.
Agora sabemos que há, pelo menos, dois Megas: o propagandista do Estado Novo e o marxista-leninista do PREC; o negacionista de Wiriamu e o gestor cultural que navega nas turvadas águas do PS. A sua produção discursiva, antes e depois do 25 de Abril, demonstra de que lado sempre quis estar: do lado de quem tem o poder. No fim de contas, Mega limitou-se a mudar para que Mega pudesse ficar na mesma.
O ensaísta, Prémio Camões e Prémio Pessoa, morreu esta terça-feira aos 97 anos. Deixou uma vasta obra de "grande originalidade", e a imagem do homem que permitia "a única reflexão inteligente sobre a política nacional".
"Esta é em parte uma verdade, pelo menos a minha verdade, o que retive e que conto à minha maneira, o que guardei do que vivi e do que fui", garante.
João Pedro George apresenta as conclusões do ensaio que escreveu sobre a relação entre o Ípsilon e a Tinta-da-China. E deixa considerações sobre a crítica cultural na imprensa.
O autor de a Casa do Pó, morreu este sábado, 1 de Abril, em Lisboa aos 92 anos